quero te encontrar
e neste dia
pode me cobrar
aquilo que eu disse
que não te daria
é que sou transparente
e naquele momento
achei certo
não te abraçar
nem por decreto
não reconhecia
nos seus olhos
você
o meu guia
meu chão, meu erê
a raiva passou
o amor permaneceu
e pelo que ficou
vejo que sem você
sou menos eu
não quero voltar
a vida tem que seguir
mas se precisar
estarei sempre aqui
só faltou um triz
pr'esse amor florescer
mas tô bem, tô feliz
e torço muito por você
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
Só amor
Eram horas e horas, no telefone - o tempo sempre foi nosso aliado. Ora, tagarelávamos. Ora, o silêncio era profundo, mas nunca inquietante. Estar ao seu lado, era confortável. Você permitia que eu me diluísse, me abrisse verdadeiramente. Sempre senti que, contigo, eu poderia me virar do avesso, sem medo algum.
Acabou.
E do nada, você volta. Mais uma vez, sinto aquele prazer inenarrável em estar conversando com alguém que não usaria o que eu falo contra mim. Porque apesar de todas as confusões e mesmo depois do fim, sei que você não quer o meu mal (e a recíproca é verdadeira). Aviso que as coisas aqui dentro mudaram um pouco, mas o caminho é o mesmo. Volte quando quiser, a porta continua aberta.
Sem mágoas, só com amor.
Acabou.
E do nada, você volta. Mais uma vez, sinto aquele prazer inenarrável em estar conversando com alguém que não usaria o que eu falo contra mim. Porque apesar de todas as confusões e mesmo depois do fim, sei que você não quer o meu mal (e a recíproca é verdadeira). Aviso que as coisas aqui dentro mudaram um pouco, mas o caminho é o mesmo. Volte quando quiser, a porta continua aberta.
Sem mágoas, só com amor.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
“As poucas pessoas que se tornaram mestres são as que adquiriram, em suas muitas vidas, certa articulação, certa percepção das palavras, da linguagem, do som das palavras, da simetria e da poesia da linguagem. Não é uma questão de linguística ou de gramática; é questão de encontrar uma música extraordinária na linguagem comum, de criar uma qualidade de alta poesia na prosa comum. Elas sabem jogar com as palavras, de modo que vocês possam ser ajudados a ir além das palavras.”
Osho
Osho
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Só de coisa boa
Depois de um tempo, é mais fácil perceber que, às vezes, o afastamento é a melhor opção.
De longe, fica muito mais simples enxergar o lado ruim das coisas, com o qual costuma-se lutar, quando se está em um relacionamento.
Era tanta imaturidade da parte dele, tanta picuinha desnecessária, tantas brigas por motivos banais. Problemas demais pra uma pessoa só. Coisas que não cabiam a mim resolver - e com as quais me envolvi profundamente.
Hoje, vejo que ele não valia todo aquele estresse, a dor de cabeça. Não merecia as lágrimas e, muito menos, cada sorriso meu.
No entanto, sei que o erro não foi meu. Me doei, me doí, fiz o que pude. Não me arrependo, porque agi com o coração. Movida por sentimentos bons, fui até o fim.
E o fim chegou.
Ando tão mais calma, centrada, feliz. Sem qualquer mágoa e resquício algum de tristeza ou raiva. Sem dor. O show tem que continuar! A vida é linda, incrível e reserva surpresas maravilhosas a todos nós.
Quem diria que eu estaria, hoje, tão bem, tão plena?
"Só de coisa boa eu vivo!"
De longe, fica muito mais simples enxergar o lado ruim das coisas, com o qual costuma-se lutar, quando se está em um relacionamento.
Era tanta imaturidade da parte dele, tanta picuinha desnecessária, tantas brigas por motivos banais. Problemas demais pra uma pessoa só. Coisas que não cabiam a mim resolver - e com as quais me envolvi profundamente.
Hoje, vejo que ele não valia todo aquele estresse, a dor de cabeça. Não merecia as lágrimas e, muito menos, cada sorriso meu.
No entanto, sei que o erro não foi meu. Me doei, me doí, fiz o que pude. Não me arrependo, porque agi com o coração. Movida por sentimentos bons, fui até o fim.
E o fim chegou.
Ando tão mais calma, centrada, feliz. Sem qualquer mágoa e resquício algum de tristeza ou raiva. Sem dor. O show tem que continuar! A vida é linda, incrível e reserva surpresas maravilhosas a todos nós.
Quem diria que eu estaria, hoje, tão bem, tão plena?
"Só de coisa boa eu vivo!"
Fábula do Porco Espinho
"Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente. Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso, decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados. Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra, ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim, a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram.
Moral da História: O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades."
Por isso, decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados. Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra, ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim, a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram.
Moral da História: O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades."
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para te ver?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima, dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para te ver?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima, dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
sábado, 19 de outubro de 2013
"Se eu tivesse que escolher uma só pessoa para ter de novo nos meus dias, esse alguém seria você. Com todos os seus defeitos, com as suas mancadas, com o tanto que você partiu meu coração. Porque ainda é de você que eu lembro quando alguém fala de amizade. Ainda é seu nome que aparece na minha cabeça quando escuto algum rock antigo. Ainda é o som da sua risada que invade a minha casa no domingo à noite, quando começo a questionar todas as decisões da minha vida. Por mais que eu tenha tentado, de todas as formas possíveis e imagináveis, ainda é você. E eu quis muito que não fosse.
Mas eu já falei muito de amor. De relacionamentos inacabados, paixões fugazes e decepções inesquecíveis. Eu falei de corações partidos. De lágrimas, de tentar esquecer, de tentar superar. Falei de saudades absurdas. E falei de você em cada entrelinha de todos os textos da minha vida. Porque você passava por cada uma das minhas maiores dores. Mas eu não quero mais falar sobre o nosso passado. Eu não quero falar do que a gente foi – esse casal sem encaixe que tentou tanto se encaixar. Hoje, só hoje, eu queria mesmo era falar sobre tudo aquilo que a gente ainda pode ser. Eu queria falar de perdão.
Sei bem todas as minhas últimas palavras. Aquela promessa não cumprida de que eu iria te esquecer. Aquele juramento de que nunca iria perdoar. Você me conhece (ou conhecia, já não sei mais). Meu ascendente é escorpião. Meu sobrenome é vingança. Meus pontos finais – com você, ao menos – são sempre marcados por uma dose de rancor. Mas de que adianta fingir que você nunca mais irá fazer parte da minha vida se eu ainda abro um sorriso enorme ao me lembrar da forma que você me abraçava apertado no meio dos filmes de terror que tanto odiava?
Eu ainda imagino um futuro ao seu lado. Ainda imagino nossa casa, nossos filhos, nossos sonhos e nossos planos. E depois me culpo por isso, porque não posso mais te imaginar comigo. Minha mão tenta te puxar, mas meu cérebro insiste que você errou demais. E quando é que a gente sabe se o amor consegue preencher os buracos que as desilusões causaram?
Mas eu te amo. Ainda, com toda a nossa história torta e cheia de falhas. Eu te amo com seus erros. Eu te amo com nossos gritos, nossas brigas, nossas conclusões precipitadas de que não daria certo. Eu te amo ainda que a gente tenha desistido todas as vezes que tentamos, antes até de ter tentado de verdade. Eu te amo mesmo que você tenha me magoado, porque sei que tenho minha responsabilidade em cada uma das minhas decepções. Eu te amo quase sem expectativas. Porque meu amor deu de goleada no orgulho, mandou o rancor para bem longe e apagou qualquer resquício de vontade de me vingar. E, por tudo isso, hoje, eu decidi que te amo também com meu perdão. Porque eu te amo. Ainda."
Mas eu já falei muito de amor. De relacionamentos inacabados, paixões fugazes e decepções inesquecíveis. Eu falei de corações partidos. De lágrimas, de tentar esquecer, de tentar superar. Falei de saudades absurdas. E falei de você em cada entrelinha de todos os textos da minha vida. Porque você passava por cada uma das minhas maiores dores. Mas eu não quero mais falar sobre o nosso passado. Eu não quero falar do que a gente foi – esse casal sem encaixe que tentou tanto se encaixar. Hoje, só hoje, eu queria mesmo era falar sobre tudo aquilo que a gente ainda pode ser. Eu queria falar de perdão.
Sei bem todas as minhas últimas palavras. Aquela promessa não cumprida de que eu iria te esquecer. Aquele juramento de que nunca iria perdoar. Você me conhece (ou conhecia, já não sei mais). Meu ascendente é escorpião. Meu sobrenome é vingança. Meus pontos finais – com você, ao menos – são sempre marcados por uma dose de rancor. Mas de que adianta fingir que você nunca mais irá fazer parte da minha vida se eu ainda abro um sorriso enorme ao me lembrar da forma que você me abraçava apertado no meio dos filmes de terror que tanto odiava?
Eu ainda imagino um futuro ao seu lado. Ainda imagino nossa casa, nossos filhos, nossos sonhos e nossos planos. E depois me culpo por isso, porque não posso mais te imaginar comigo. Minha mão tenta te puxar, mas meu cérebro insiste que você errou demais. E quando é que a gente sabe se o amor consegue preencher os buracos que as desilusões causaram?
Mas eu te amo. Ainda, com toda a nossa história torta e cheia de falhas. Eu te amo com seus erros. Eu te amo com nossos gritos, nossas brigas, nossas conclusões precipitadas de que não daria certo. Eu te amo ainda que a gente tenha desistido todas as vezes que tentamos, antes até de ter tentado de verdade. Eu te amo mesmo que você tenha me magoado, porque sei que tenho minha responsabilidade em cada uma das minhas decepções. Eu te amo quase sem expectativas. Porque meu amor deu de goleada no orgulho, mandou o rancor para bem longe e apagou qualquer resquício de vontade de me vingar. E, por tudo isso, hoje, eu decidi que te amo também com meu perdão. Porque eu te amo. Ainda."
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Sem saco
Ando tão sem saco pra disse-me-disse...
Sem paciência pra fofoca
Pra gente pequena, que faz questão de diminuir os outros, numa tentativa desesperada de se sentir superior
Inferiorizando a todos, sendo donos da verdade
Ando sem saco pra nada
Pra ninguém
Depois de conviver com menino que se acha homem por pilotar uma moto grande
Depois de me decepcionar com pseudo-adulto
Às vezes, é melhor assumir-se imaturo, do que vestir uma capinha de gente grande
Falar merda, fazer um monte de besteira - não por maldade, mas pelo prazer de não se sentir responsável
Responsabilidade pelo mundo, pelo outro e por si próprio: coisas difíceis de adquirir
Coisas que a gente só ganha com o tempo - depois de perder tantas outras
E assim, vamos vivendo
Sem paciência pra fofoca
Pra gente pequena, que faz questão de diminuir os outros, numa tentativa desesperada de se sentir superior
Inferiorizando a todos, sendo donos da verdade
Ando sem saco pra nada
Pra ninguém
Depois de conviver com menino que se acha homem por pilotar uma moto grande
Depois de me decepcionar com pseudo-adulto
Às vezes, é melhor assumir-se imaturo, do que vestir uma capinha de gente grande
Falar merda, fazer um monte de besteira - não por maldade, mas pelo prazer de não se sentir responsável
Responsabilidade pelo mundo, pelo outro e por si próprio: coisas difíceis de adquirir
Coisas que a gente só ganha com o tempo - depois de perder tantas outras
E assim, vamos vivendo
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Eternizando em Palavras
Se um escritor se apaixona por alguém, acaba por torná-lo imortal
Ao registrar momentos, sentimentos e ações, os prendemos entre as linhas dos textos
E nelas, agarramo-nos até o findar das nossas vidas
Existe uma ligação intrínseca, indissociável, entre alma e poesia - o açúcar do dia-a-dia, criança sabe disso
O poeta, ah!, este nunca crescerá
Ao registrar momentos, sentimentos e ações, os prendemos entre as linhas dos textos
E nelas, agarramo-nos até o findar das nossas vidas
Existe uma ligação intrínseca, indissociável, entre alma e poesia - o açúcar do dia-a-dia, criança sabe disso
O poeta, ah!, este nunca crescerá
sábado, 21 de setembro de 2013
Poematizando
Ao invés de problematizar as coisas, as poematizo. Transformo, assim, a dor em amor.
Vou aprendendo, agora, a encontrar o caminho do meio. Sem me doar tanto, antes de receber o que quer que seja. Sem permitir que se entreguem tanto, antes de que eu me sinta segura.
Segurança - esta é a palavra chave. Saber que há alguém ali, pra sorrir e chorar junto. Pra ouvir, pra falar. Para tudo compartilhar.
"Que eu resista à tentação de correr para o que ainda não está pronto. Que eu me apronte para a surpresa de um dia simples."
É clichê dizer, mas incontestável verdade: tudo tem seu tempo. E não adianta tentar antecipar nada, porque se não for o momento certo, não acontecerá. Por mais que a gente queira. Da mesma forma, quando tem que ser, ah!, não adianta espernear - vai rolar. O grande desafio da vida é saber esperar.
Há o tempo de plantar, há o tempo de colher.
Vou aprendendo, agora, a encontrar o caminho do meio. Sem me doar tanto, antes de receber o que quer que seja. Sem permitir que se entreguem tanto, antes de que eu me sinta segura.
Segurança - esta é a palavra chave. Saber que há alguém ali, pra sorrir e chorar junto. Pra ouvir, pra falar. Para tudo compartilhar.
"Que eu resista à tentação de correr para o que ainda não está pronto. Que eu me apronte para a surpresa de um dia simples."
É clichê dizer, mas incontestável verdade: tudo tem seu tempo. E não adianta tentar antecipar nada, porque se não for o momento certo, não acontecerá. Por mais que a gente queira. Da mesma forma, quando tem que ser, ah!, não adianta espernear - vai rolar. O grande desafio da vida é saber esperar.
Há o tempo de plantar, há o tempo de colher.
domingo, 15 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
"Assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter "competidores" com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande."
(Eliane Brum)
(Eliane Brum)
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
"Na Índia, são ensinadas 'quatro leis da espiritualidade':
A primeira diz: "A pessoa que vem é a pessoa certa". Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo conosco, têm algo para nos fazer aprender e evoluir em cada situação.
A segunda lei diz: 'Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido'. Nada, nada absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum 'se eu tivesse feito tal coisa...'
Ou 'aconteceu que um outro ...'. Não. O que aconteceu foi tudo o que deveria ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem nas nossas vidas são perfeitas.
A terceira diz: 'Toda vez que iniciares algo é o momento certo'. Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo nas nossas vidas, é que as coisas acontecem.
E a quarta e última afirma: 'Quando algo termina, termina'. Simplesmente assim.
Se algo acabou nas nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e enriquecer-se com a experiência."
A primeira diz: "A pessoa que vem é a pessoa certa". Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo conosco, têm algo para nos fazer aprender e evoluir em cada situação.
A segunda lei diz: 'Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido'. Nada, nada absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum 'se eu tivesse feito tal coisa...'
Ou 'aconteceu que um outro ...'. Não. O que aconteceu foi tudo o que deveria ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem nas nossas vidas são perfeitas.
A terceira diz: 'Toda vez que iniciares algo é o momento certo'. Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo nas nossas vidas, é que as coisas acontecem.
E a quarta e última afirma: 'Quando algo termina, termina'. Simplesmente assim.
Se algo acabou nas nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e enriquecer-se com a experiência."
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Coragem
A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.
O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.
(Osho)
O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.
(Osho)
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Eles trasbordavam
“E já não eram sós, ambos somavam entre si. Não importava mais quem era a primeira ou a segunda pessoa, por que eles eram um só. E todos questionavam-se sobre quem seria o sujeito e quem seria o predicado. Quem se conjugaria no pretérito e quem renunciaria, ou seria a forma “mais que perfeita”. Conjugavam-se de maneira irregular, explicitando suas diferenças, reconhecendo os fragmentos e os complementos. Buscavam a medida certa. E assim, reconheceram-se juntos, sem necessidade de mais nada para se completar, por que juntos, eles transbordavam.”
O Teatro Mágico
O Teatro Mágico
terça-feira, 9 de julho de 2013
Por amor às causas perdidas
Soneto De Separação
Vinicius de Moraes
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
Fiz de tudo, e hoje vejo que, desde que comecei a ter que fazer de tudo, a causa já estava perdida. Dei meu melhor, sua vida sei de cor. Seus passos, acompanhei e junto contigo, suas lágrimas chorei. Você não quis ver. Pena, pobre de você. As coisas acontecem quando têm que acontecer. E quando menos esperava, surgiu um novo alguém. Boa sorte, meu bem, seja feliz. Te garanto que serei também.
Vinicius de Moraes
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
Fiz de tudo, e hoje vejo que, desde que comecei a ter que fazer de tudo, a causa já estava perdida. Dei meu melhor, sua vida sei de cor. Seus passos, acompanhei e junto contigo, suas lágrimas chorei. Você não quis ver. Pena, pobre de você. As coisas acontecem quando têm que acontecer. E quando menos esperava, surgiu um novo alguém. Boa sorte, meu bem, seja feliz. Te garanto que serei também.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Do tempo, do caminho, do presente
"A gente não deve se precipitar. O amor é um precipício: quando a pessoa acha que está voando, talvez já esteja caindo."
Quanto tempo se pode esperar? Se falta sintonia, de que vale esperançar? Melhor deixar ir, e quem sabe um dia, permiti-lo voltar. A vida é assim e ah, menina, você há de se acostumar. Com a presença tão ausente, com o aconchego desconfortável e incompleto que essa confusão lhe faz sentir. Já esperou tanto, por que atropelar as coisas, agora que está aqui? Um aviso, um conselho, vale a pena lhe dar: Cuidado, não permita que tudo se repita. Não queira, como está. Não siga asism, tão perto, que ele não consegue ver. Melhor mantê-lo ao seu lado, do que dentro de você. Vai, joga os cabelos, sorria, viva.
"De onde você tira essas bobagens, baby? O amor é um cão do inferno." (Bukowsky)
Quanto tempo se pode esperar? Se falta sintonia, de que vale esperançar? Melhor deixar ir, e quem sabe um dia, permiti-lo voltar. A vida é assim e ah, menina, você há de se acostumar. Com a presença tão ausente, com o aconchego desconfortável e incompleto que essa confusão lhe faz sentir. Já esperou tanto, por que atropelar as coisas, agora que está aqui? Um aviso, um conselho, vale a pena lhe dar: Cuidado, não permita que tudo se repita. Não queira, como está. Não siga asism, tão perto, que ele não consegue ver. Melhor mantê-lo ao seu lado, do que dentro de você. Vai, joga os cabelos, sorria, viva.
"De onde você tira essas bobagens, baby? O amor é um cão do inferno." (Bukowsky)
Muda
"Muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda, a gente anda pra frente
E quando a gente manda, ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura, a gente fica mais seguro
Na mudança do presente, a gente molda o futuro"
Gabriel, O Pensador
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda, a gente anda pra frente
E quando a gente manda, ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura, a gente fica mais seguro
Na mudança do presente, a gente molda o futuro"
Gabriel, O Pensador
quinta-feira, 6 de junho de 2013
"Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera ! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor?! O mesmo amar é causa de não amar e o ter amado muito, de amar menos."
Padre Antônio Vieira - Século XVII
Padre Antônio Vieira - Século XVII
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O menor infrator no Brasil - Vítima ou Bicho Papão?
"Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão", garante o Estatuto da Criança e do Adolescente. A realidade, no entanto, não faz jus ao que está no papel. Diariamente vemos, nas ruas, menores de idade que vivem em condições de extrema miséria e acabam por não ter qualquer perspectiva ascensão social. Jovens que anseiam por existência social, que sonham com uma vida digna.
São esses "meninos invisíveis", já parte integrante da paisagem urbana, que tantas vezes recorrem à criminalidade como tentativa de fugir de suas realidades cruéis, num grito desesperado de "socorro".
No cenário nacional, vem sendo discutida uma possível redução na maioridade penal. Para tal, devemos analisar a conjuntura social na qual tais infratores geralmente estão inseridos. É direito constitucional de toda criança e adolescente brasileiros, o acesso à saúde, à educação, ao respeito, à liberdade. Sabemos, todavia, que efetivamente, não são todos os que gozam de tudo isso.
Enquanto as classes privilegiadas defendem o encarceramento desses "delinquentes", eles lutam para sobreviver às batalhas do dia-a-dia cruel às quais estão submetidos. Apelo, portanto, pelo bom senso, questionando: educação se faz atrás das grades? Não. Devemos lutar por melhorias nas condições de vida desses cidadãos, através do cumprimento das leis. Deixar de nos omitir e lutar pela construção de uma sociedade mais justa, igualitária, que ofereça as mesmas oportunidades a todos. Além disso, deve-se promover melhorias no sistema carcerário brasileiro e buscar uma maior eficácia no que diz respeito às medidas socioeducativas. A partir daí, poderemos pensar em punição para quem transgredir a lei por escolha, e não por falta de opção. No Brasil atual, muitas vezes, roubar matar e cometer outros delitos, nada mais são do que resposta ao instinto de sobrevivência. Na "lei da rua", vence quem chega vivo ao fim do dia.
São esses "meninos invisíveis", já parte integrante da paisagem urbana, que tantas vezes recorrem à criminalidade como tentativa de fugir de suas realidades cruéis, num grito desesperado de "socorro".
No cenário nacional, vem sendo discutida uma possível redução na maioridade penal. Para tal, devemos analisar a conjuntura social na qual tais infratores geralmente estão inseridos. É direito constitucional de toda criança e adolescente brasileiros, o acesso à saúde, à educação, ao respeito, à liberdade. Sabemos, todavia, que efetivamente, não são todos os que gozam de tudo isso.
Enquanto as classes privilegiadas defendem o encarceramento desses "delinquentes", eles lutam para sobreviver às batalhas do dia-a-dia cruel às quais estão submetidos. Apelo, portanto, pelo bom senso, questionando: educação se faz atrás das grades? Não. Devemos lutar por melhorias nas condições de vida desses cidadãos, através do cumprimento das leis. Deixar de nos omitir e lutar pela construção de uma sociedade mais justa, igualitária, que ofereça as mesmas oportunidades a todos. Além disso, deve-se promover melhorias no sistema carcerário brasileiro e buscar uma maior eficácia no que diz respeito às medidas socioeducativas. A partir daí, poderemos pensar em punição para quem transgredir a lei por escolha, e não por falta de opção. No Brasil atual, muitas vezes, roubar matar e cometer outros delitos, nada mais são do que resposta ao instinto de sobrevivência. Na "lei da rua", vence quem chega vivo ao fim do dia.
sábado, 4 de maio de 2013
Quando O Sol Bater Na Janela Do Teu Quarto - Legião Urbana
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só
Por que esperar
Se podemos começar
Tudo de novo?
Agora mesmo
A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce pra todos
Só não sabe quem não quer
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só
Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentirmos dor
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só
Por que esperar
Se podemos começar
Tudo de novo?
Agora mesmo
A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce pra todos
Só não sabe quem não quer
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só
Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentirmos dor
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só
domingo, 28 de abril de 2013
O palco é amor!
"Eu seguro a minha mão na sua, eu uno meu coração ao seu, para que juntos possamos fazer aquilo que eu não posso e nem quero fazer sozinho."
quinta-feira, 18 de abril de 2013
A
Alice
Aliciar, Alice ar, Alice há
Alicerces que aliviam
Alimento da alma
Amizade cor-de-alface, amadurecerá
Ali, se há amor, asas alcançará
Após alada, alçará voos altos
Da janela do terceiro andar
Fica a admirar a alma das aves
Que resolvem ali cantar
Alice
Ainda bem que inventou
De se inventar
Assim, abilolada
Amada
Apenas Alice
A
Aliciar, Alice ar, Alice há
Alicerces que aliviam
Alimento da alma
Amizade cor-de-alface, amadurecerá
Ali, se há amor, asas alcançará
Após alada, alçará voos altos
Da janela do terceiro andar
Fica a admirar a alma das aves
Que resolvem ali cantar
Alice
Ainda bem que inventou
De se inventar
Assim, abilolada
Amada
Apenas Alice
A
Ser jovem é ter em si todos os sonhos do mundo, viver inundado por um oceano de sentimentos. É ser mentalmente sobrecarregado por um mundo adulto, que cobra decisões e responsabilidade, mas não reconhece esforços. A juventude é um processo de construção e desconstrução diária. O jovem é um bicho estranho: sempre indeciso, mas sem dúvidas quanto ao que não quer. Ele quer o mundo! Vive no plano individual, mas é completamente dependente do coletivo. É um ser em crise, que enquanto mal consegue resolver seus conflitos pessoais, quer consertar o mundo. É saudoso quanto à infância e não se identifica com o mundo adulto - aquela tragédia não lhes pertence! Portanto, rompe-se com heranças. Tudo o que não querem é ser como seus pais. O mundo oferecido por eles não interessa aos seus filhos. Todo jovem tem um quê anárquico, rejeitando o sistema, o poder, toda forma de controle. Ainda assim, são manipulados o tempo todo, sem se darem conta disso. A juventude vem sendo, ultimamente, o grande espelho do mundo adulto. Sim, eles, os mais velhos, querem ser como nós! Copiando figurinos, se rendendo às tendências. O velho quer ser novo. O novo não aceita envelhecer.
Casais bonitos são os que sentam separados à mesa de jantar. Essa teoria pode parecer maluca, e talvez até seja, já que se baseia apenas nas minhas ambições emocionais.
É que os melhores relacionamentos são construídos no dia-a-dia, e não se alteram por conta de julgamentos externos. Gente feliz não vive de aparências! Onde consta a lei que nos obriga a sentar, numa reunião de amigos, ao lado do nosso parceiro? Esse tipo de regra, se unida a outras tantas, leva-nos à monotonia e aí, namorar fica um saco.
Por isso, aconselho: transgrida as convenções sociais sempre que quiser, ignore o que vão dizer. Seja você. Enquanto te agredirem com olhares de recriminação, apenas sorria. Mostre que está "tudo bem, obrigada". Que na disputa entre padrões e felicidade, sua alegria vale mais!
É que os melhores relacionamentos são construídos no dia-a-dia, e não se alteram por conta de julgamentos externos. Gente feliz não vive de aparências! Onde consta a lei que nos obriga a sentar, numa reunião de amigos, ao lado do nosso parceiro? Esse tipo de regra, se unida a outras tantas, leva-nos à monotonia e aí, namorar fica um saco.
Por isso, aconselho: transgrida as convenções sociais sempre que quiser, ignore o que vão dizer. Seja você. Enquanto te agredirem com olhares de recriminação, apenas sorria. Mostre que está "tudo bem, obrigada". Que na disputa entre padrões e felicidade, sua alegria vale mais!
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Da reciprocidade, do Caminho
Gostar é gastar o gosto. Até aceito o seu amor pela metade, desde que em doces doses. Sem que eu, por tanto me doar, acabe me doendo sempre. Respeito a tua forma de sentir, de agir. Mas lhe peço, meu bem, que entenda a minha maneira de amar: louca, ardente, intensa - como se estivesse, constantemente, no looping da montanha russa. Como as águas de um oceano, meu amor é profundo. Transborda o corpo, transcende a alma, a vida. Dá-me força e o desejo de ver crescer e ter sucesso, todos aqueles que amo. Faz de mim um alguém mais paciente, me obriga a engolir o orgulho e ponderar melhor as situações. Não espero gratidão, mas sim, correspondência. Porque amar sem ser amado e, mais do que isso, cuidar sem ser cuidado, cansa, desgasta. A felicidade não é meu objetivo, mas sim, o caminho mais belo que encontrei para seguir.
P.S.: "Hoje eu falei pra mim, jurei até, que essa não seria pra você... E agora, é."
P.S.: "Hoje eu falei pra mim, jurei até, que essa não seria pra você... E agora, é."
domingo, 31 de março de 2013
Óia, Oyá
Óia, Oyá, o vento na janela
Óia, Oyá, a vida é tão bela
Sua brisa soprando meus pés,
Mãe, pra mostrar que estás comigo
És o sentimento mais forte que a razão
Indica-me o caminho a ser percorrido
Guia meu amor, minha emoção
Me mostra que o mundo é, sim, bonito
Rainha da falange dos boiadeiros
Comandante dos eguns
Guerreira, amada, forte
Sempre ao meu lado, sendo meu norte,
Me trazendo sorte
Nas lutas do dia-a-dia
Sei que é você quem me guia
E lembro-me sempre daquele dia
Em que me disse
Pra firmar o pensamento
Sei que me apoia nos pesares
E se alegra ao meu contentamento
Defende o que é seu
Consegue o que quer
Não importa o que for
Oyá sabe conquistar,
Seja no fervor das guerras,
Seja na arte do amor
Paixão de Ogum, Oxaguiam, Exu,
Seduziu Oxóssi, Logun-Edé
Quis Obaluaê, mas Xangô...
Xangô é o rei!
Inteligente, astuta
Tudo viu e conhece
Óia, Oyá, o fogo das paixões
Óia, Oyá, deixa queimar,
Deixa queimar
Óia, Oyá, a vida é tão bela
Sua brisa soprando meus pés,
Mãe, pra mostrar que estás comigo
És o sentimento mais forte que a razão
Indica-me o caminho a ser percorrido
Guia meu amor, minha emoção
Me mostra que o mundo é, sim, bonito
Rainha da falange dos boiadeiros
Comandante dos eguns
Guerreira, amada, forte
Sempre ao meu lado, sendo meu norte,
Me trazendo sorte
Nas lutas do dia-a-dia
Sei que é você quem me guia
E lembro-me sempre daquele dia
Em que me disse
Pra firmar o pensamento
Sei que me apoia nos pesares
E se alegra ao meu contentamento
Defende o que é seu
Consegue o que quer
Não importa o que for
Oyá sabe conquistar,
Seja no fervor das guerras,
Seja na arte do amor
Paixão de Ogum, Oxaguiam, Exu,
Seduziu Oxóssi, Logun-Edé
Quis Obaluaê, mas Xangô...
Xangô é o rei!
Inteligente, astuta
Tudo viu e conhece
Óia, Oyá, o fogo das paixões
Óia, Oyá, deixa queimar,
Deixa queimar
Ridícula
Eu sou ridícula!
Não foi o que você me disse?
Eu sou ridícula!
Não é assim que você pensa?
Deixa eu te dizer, meu amor
Aprenda a conviver
Com os espinhos dessa flor
Eu sou ridícula!
A mágoa tem motivo, sim ou não?
Eu sou ridícula!
Certo é você, se entregue mesmo não.
Se é pra sofrer por amor
Eu sofro, sim senhor
Só não venha zombar de mim
Quem sabe, sou eu, de minha dor
Mas eu sou ridícula!
Errei pela dose extra
Eu sou ridícula!
E você, você não presta
Devia ter ouvido a amiga
Que me disse, um dia
"Ele não te merece"
E não merecia
Você nos desperdiçou
A chama apagou
E até o sol, nesse domingo
Antes de se deitar,
Falou pra mim, sorrindo:
Sofre não, morena,
Ele ainda não sabe amar
Eu sou ridícula
Não foi o que você me disse?
Eu sou ridícula!
Não é assim que você pensa?
Deixa eu te dizer, meu amor
Aprenda a conviver
Com os espinhos dessa flor
Eu sou ridícula!
A mágoa tem motivo, sim ou não?
Eu sou ridícula!
Certo é você, se entregue mesmo não.
Se é pra sofrer por amor
Eu sofro, sim senhor
Só não venha zombar de mim
Quem sabe, sou eu, de minha dor
Mas eu sou ridícula!
Errei pela dose extra
Eu sou ridícula!
E você, você não presta
Devia ter ouvido a amiga
Que me disse, um dia
"Ele não te merece"
E não merecia
Você nos desperdiçou
A chama apagou
E até o sol, nesse domingo
Antes de se deitar,
Falou pra mim, sorrindo:
Sofre não, morena,
Ele ainda não sabe amar
Eu sou ridícula
quinta-feira, 21 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Pra quem enxerga muito além, vale a pena ler!
Por Ellen Carvalho
Querido Prefeito Netinho,
Com todo respeito que me é possível ter, gostaria de me dirigir à Vossa Majestade neste belo dia de sexta-feira, dia tão especial para toda a Soterópolis, e, antes de cair na bagaça do fim de semana, lhe dizer umas palavrinhas.
São 4h da manhã e já tem algumas horas que não consigo dormir. Isto porque uma das pessoas que muito respeito politicamente me afirmou através de redes sociais: “Rapaz, você já viu Prefeito Netinho no facebook? Eu to viciada naquela porra!” E isso me preocupou bastante. Como poucas coisas na vida, tirou meu sono. Então me senti obrigada a lhe escrever.
Para lhe parabenizar, em primeira mão. Assim como os espanhóis para os maias; os portugueses para os índios e a coca-cola para os cubanos, o senhor tem usado a melhor das táticas de dominação: seduzir para destruir. É sedutor e interessante seu discurso cotidiano na citada rede social (apesar de saber que não é concretamente seu), na medida em que se utiliza de todo um vocabulário e simbolismo que só o seu “público alvo” é capaz de captar completamente. E se identificar inconscientemente, sorrindo de soslaio a cada gíria, a cada descrição da cidade. Eu mesma confesso lê-lo eventualmente. É simplesmente magnífica a ideia. Meus parabéns.
Isto porque – o Senhor e eu não pudemos ainda esquecer – seu segundo turno foi o mais apertado da última eleição brasileira. Num pais com 5.564 municípios, este é um dado preocupante. Como seduzir uma capital com um histórico anti-vossa família? Que sempre se destacou em terras baianas por uma classe esquerdista formadora de opinião? Complicado....Nada melhor que resolver esta questão com o que o baiano sabe fazer de melhor: SIMPATIA. Humor. Criando sentimentos de pertencimento e coesão grupal, inclusive com os baianos que moram fora do município. De novo: meus parabéns. Pela fala de minha amiga – veja - está funcionando.
Mesmo me rindo também de seus escritos, preciso lhe avisar de umas coisinhas:
(1) Eu sou mulher, canhota e sempre tive uma simpatia pelo PT. Mas graças a Deus, também sou do signo de Gêmeos, o que me faz lembrar exatamente do que é DIREITA e ESQUERDA. E eu me lembro bem o partido de vossa bandeira. E sei bem como será seu mandato.
SEI que o senhor vai fazer um mandato muito bom. SEI disso. Primeiro, porque seu antecessor fez tanta avacalhação, que é simplesmente impossível algo não melhorar, sendo comparativo, quase que por ordem da natureza. SEI também que o senhor precisa fazer uma boa prefeitura para pleitear, daqui a 6 ou 8 anos, o cargo de governador do reino baiano (não antes de, é claro, pedir sua reeleição, alegando amar a minha cidade e ter ainda muito trabalho a fazer). SEI que o senhor vai dar uma limpada nas ruas. Fazer 2 ou 3 obras importantes. Iluminar umas 3 ou 4 periferias. Quem sabe melhorar alguma questão na saúde. Sendo muito, mas muuuuuuito otimista mesmo (oxalá meu Senhor do Bonfim!) botar esse metrô pra funcionar. #AveNeto (como dizem)
Mas eu também SEI que o senhor não vai, por exemplo, procurar punir os culpados da supra citada palhaçada (o metrô). Isto porque não é de seu interesse fazer nenhuma alteração profunda na (leia devagar) governabilidade de Salvador. Que não vai fazer nenhuma revisão na carga tributária. Que até vai deixar a gente fazer alguns apitaços na porta do seu ilustríssimo trono, mas jamais vai convidar movimentos sociais, coletivos, ONGs ou mesmo grupos minoritários pra discutir contas públicas, reformas na gestão municipal, questões de punição parlamentar ou obras que modifiquem significativamente o deslocamento na cidade. Eu SEI que a Copa vai ser linda; que o carnaval vai continuar sendo o melhor do mundo. Mas temo pelo apartheid que ora se estabelece (porque ele será completamente assegurado, é claro); sei que as periferias continuarão sendo lugares (apenas) toleráveis para se viver e que o ladrão da Pituba vai apanhar muito mais que o ladrão de Paripe.
(2) Também quero lhe dizer que esse negócio de que ”baiano não tem memória” é lorota. Que essa história de que “o pobrezinho não tem nada a ver com os roubos do avô” é pura vitimização. Eles pagaram seus estudos. Lhe deram a vida que o senhor tem hoje. Lhe educaram e criaram seus valores. Não me venha com essa história de “vamos dar uma chance a Neto”. Respeitar os valores democráticos e acatar com a decisão da maioria já é toda a chance que eu posso lhe dar.
(3) Dito tudo isso, só me resta concluir no velho e bom baianês: EU TO LIGADA EM VOCÊ, VIU, VÉI. Te curti, to te seguindo, to te observando de longe e to até deixando você ficar com essas brincadeirinhas aí. Mas não perdi o foco. Ainda sei quem eu sou. Ainda sei o que o povo de Salvador precisa e merece. Deixo você dar essa mascaradinha aí no seu governo, porque o povo ta precisando de um respiro, mas se você vacilar e, ao invés de não fazer nada de profundo, piorar a situação, man...eu, que já estou saturada dos 8 anos anteriores, te digo: O BICHO VAI PEGAR PRO SEU LADO.
Que os orixás não te permitam fazer muita merda.
Ellen Carvalho.
(artista baiana, com muito orgulho)
#SeLigue #EstamosDeOlho #BSMP #FicaADica #SouSoUmaCidada #FaloMermo #NaoTenhoConluioComNinguem
Por Ellen Carvalho
Querido Prefeito Netinho,
Com todo respeito que me é possível ter, gostaria de me dirigir à Vossa Majestade neste belo dia de sexta-feira, dia tão especial para toda a Soterópolis, e, antes de cair na bagaça do fim de semana, lhe dizer umas palavrinhas.
São 4h da manhã e já tem algumas horas que não consigo dormir. Isto porque uma das pessoas que muito respeito politicamente me afirmou através de redes sociais: “Rapaz, você já viu Prefeito Netinho no facebook? Eu to viciada naquela porra!” E isso me preocupou bastante. Como poucas coisas na vida, tirou meu sono. Então me senti obrigada a lhe escrever.
Para lhe parabenizar, em primeira mão. Assim como os espanhóis para os maias; os portugueses para os índios e a coca-cola para os cubanos, o senhor tem usado a melhor das táticas de dominação: seduzir para destruir. É sedutor e interessante seu discurso cotidiano na citada rede social (apesar de saber que não é concretamente seu), na medida em que se utiliza de todo um vocabulário e simbolismo que só o seu “público alvo” é capaz de captar completamente. E se identificar inconscientemente, sorrindo de soslaio a cada gíria, a cada descrição da cidade. Eu mesma confesso lê-lo eventualmente. É simplesmente magnífica a ideia. Meus parabéns.
Isto porque – o Senhor e eu não pudemos ainda esquecer – seu segundo turno foi o mais apertado da última eleição brasileira. Num pais com 5.564 municípios, este é um dado preocupante. Como seduzir uma capital com um histórico anti-vossa família? Que sempre se destacou em terras baianas por uma classe esquerdista formadora de opinião? Complicado....Nada melhor que resolver esta questão com o que o baiano sabe fazer de melhor: SIMPATIA. Humor. Criando sentimentos de pertencimento e coesão grupal, inclusive com os baianos que moram fora do município. De novo: meus parabéns. Pela fala de minha amiga – veja - está funcionando.
Mesmo me rindo também de seus escritos, preciso lhe avisar de umas coisinhas:
(1) Eu sou mulher, canhota e sempre tive uma simpatia pelo PT. Mas graças a Deus, também sou do signo de Gêmeos, o que me faz lembrar exatamente do que é DIREITA e ESQUERDA. E eu me lembro bem o partido de vossa bandeira. E sei bem como será seu mandato.
SEI que o senhor vai fazer um mandato muito bom. SEI disso. Primeiro, porque seu antecessor fez tanta avacalhação, que é simplesmente impossível algo não melhorar, sendo comparativo, quase que por ordem da natureza. SEI também que o senhor precisa fazer uma boa prefeitura para pleitear, daqui a 6 ou 8 anos, o cargo de governador do reino baiano (não antes de, é claro, pedir sua reeleição, alegando amar a minha cidade e ter ainda muito trabalho a fazer). SEI que o senhor vai dar uma limpada nas ruas. Fazer 2 ou 3 obras importantes. Iluminar umas 3 ou 4 periferias. Quem sabe melhorar alguma questão na saúde. Sendo muito, mas muuuuuuito otimista mesmo (oxalá meu Senhor do Bonfim!) botar esse metrô pra funcionar. #AveNeto (como dizem)
Mas eu também SEI que o senhor não vai, por exemplo, procurar punir os culpados da supra citada palhaçada (o metrô). Isto porque não é de seu interesse fazer nenhuma alteração profunda na (leia devagar) governabilidade de Salvador. Que não vai fazer nenhuma revisão na carga tributária. Que até vai deixar a gente fazer alguns apitaços na porta do seu ilustríssimo trono, mas jamais vai convidar movimentos sociais, coletivos, ONGs ou mesmo grupos minoritários pra discutir contas públicas, reformas na gestão municipal, questões de punição parlamentar ou obras que modifiquem significativamente o deslocamento na cidade. Eu SEI que a Copa vai ser linda; que o carnaval vai continuar sendo o melhor do mundo. Mas temo pelo apartheid que ora se estabelece (porque ele será completamente assegurado, é claro); sei que as periferias continuarão sendo lugares (apenas) toleráveis para se viver e que o ladrão da Pituba vai apanhar muito mais que o ladrão de Paripe.
(2) Também quero lhe dizer que esse negócio de que ”baiano não tem memória” é lorota. Que essa história de que “o pobrezinho não tem nada a ver com os roubos do avô” é pura vitimização. Eles pagaram seus estudos. Lhe deram a vida que o senhor tem hoje. Lhe educaram e criaram seus valores. Não me venha com essa história de “vamos dar uma chance a Neto”. Respeitar os valores democráticos e acatar com a decisão da maioria já é toda a chance que eu posso lhe dar.
(3) Dito tudo isso, só me resta concluir no velho e bom baianês: EU TO LIGADA EM VOCÊ, VIU, VÉI. Te curti, to te seguindo, to te observando de longe e to até deixando você ficar com essas brincadeirinhas aí. Mas não perdi o foco. Ainda sei quem eu sou. Ainda sei o que o povo de Salvador precisa e merece. Deixo você dar essa mascaradinha aí no seu governo, porque o povo ta precisando de um respiro, mas se você vacilar e, ao invés de não fazer nada de profundo, piorar a situação, man...eu, que já estou saturada dos 8 anos anteriores, te digo: O BICHO VAI PEGAR PRO SEU LADO.
Que os orixás não te permitam fazer muita merda.
Ellen Carvalho.
(artista baiana, com muito orgulho)
#SeLigue #EstamosDeOlho #BSMP #FicaADica #SouSoUmaCidada #FaloMermo #NaoTenhoConluioComNinguem
sábado, 16 de março de 2013
A Velha Guarda, Cadê?
Tenho nojo dessa geração narcisista, mesquinha e pequena (no mais amplo sentido do termo) que vem surgindo. Saudades da velha guarda! Da nossa galera visionária, heterogênea, respeitosa e cidadã. A cada dia que passa, tenho mais certeza de que estamos cavando um buraco do qual será difícil sair. A burguesia está cada vez mais cega, surda e muda para com a sociedade. "Foda-se o outro, seu problema é seu!" É? Não. E enquanto não entendermos a amplitude das nossas mazelas e a importância das nossas ações, será difícil evoluir em qualquer âmbito (sobretudo na esfera socioeconômica). A juventude está cada vez mas inativa, apagada. Os valores estão todos invertidos. O sistema capitalista nos engole, dia-a-dia. Somos, hoje, nada mais que produtos. Outdoors ambulantes, propagadores da cultura do "ter". A população é totalmente apática para com a política, e se não se importa com nada, nem ninguém. É nauseante saber que este é o mundo no qual os meus filhos (sobre)viverão. É revoltante saber que foi aqui, também, que floresceram Chicos, Caetanos, Gals, Gils... Coitados! Tanto talento, tanto amor, tanta luz doada, para nada. Cadê os frutos? Que país é esse?
"Os meus heróis estão calados nessa hora,
Pois já fizeram e escreveram a sua história.
Devagarinho vou achando meu espaço,
Mas não me esqueço das riquezas do passado."
"Os meus heróis estão calados nessa hora,
Pois já fizeram e escreveram a sua história.
Devagarinho vou achando meu espaço,
Mas não me esqueço das riquezas do passado."
quarta-feira, 13 de março de 2013
A Thousand Years - Christina Perri
Heart beats fast
Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow
One step closer
I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
Time stands still
Beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything take away
What's standing in front of me
Every breath
Every hour has come to this
One step closer
I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I love you for a thousand more
One step closer
One step closer
I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more
Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow
One step closer
I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
Time stands still
Beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything take away
What's standing in front of me
Every breath
Every hour has come to this
One step closer
I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I love you for a thousand more
One step closer
One step closer
I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more
"Nesse nosso desbravar, emanemo-nos amor!"
Somos tão jovens... Jovens adultos... Ou crianças velhas, vai saber! Deixa acontecer... "E como será? O vento vai dizer, lento, o que virá". Deixa o tempo agir. E assim, tudo vem vindo, enfim, com a correnteza, pra mim.
Qual é o Estado da saudade? Será Bahia, Pernambuco ou Espírito Santo? Ela pode ser da Itália, ou até lá do interior, do sertão - do ser-tão... Às vezes, se encontra tão vizinha, que chega a ser difícil acreditar que existe - será ilusão? Pode estar em casa, na escola, no céu e na terra. Será ela, de fato, abstrata? Onde quer que esteja, meu amigo, a saudade só tem um estado, de verdade: o líquido.
domingo, 10 de março de 2013
Reverberar
Abre esse coração! Esse seu nó constante na garganta, são palavras que morreram engasgadas na vontade de dizer. Você tem medo de olhar pra dentro de si, não negue - até porque te conheço como ninguém, não é mesmo? No fundo, bem lá no fundo, você sabe o que quer. Sabe o que é melhor pra você. A pressão é grande, eu sei, mas não se deixe abalar. Certas escolhas exigem demais da gente. E o peso da responsabilidade dói nas costas, na alma... Mas fica frio, rapaz, você é uma criança! Velho é o mundo - mundo este, que você insiste em carregar nos próprios ombros. Aí tudo fica sujeito a desabar, né? Não dá pra abraçar tudo sozinho. Você precisa dividir com alguém. A cada dia que passa, te vejo mais fechado. Você tem medo de voltar atrás, tem medo de continuar, tem medo de dizer um "eu te amo" e sabe que não pode jogar tudo pro ar. E aí, como é que vai ficar? Respira fundo. Para um pouco. Tem horas que a gente tem que rever, berrar, reverberar certas ideias! Não tá dando certo? Não tá sendo como você esperava? Normal, acontece... Um bom guerreiro é aquele que sabe a hora de recuar. Aprenda a diferença entre estar só e estar consigo. Não fique na solidão, aprecie a sua própria companhia. No silêncio da noite, sozinho, em seu quarto, reflita: as respostas para todas as suas questões, estão dentro de você.
terça-feira, 5 de março de 2013
"Ninguém vai sambar na minha caveira. Vocês tão de prova: eu não sou mulher pra macho chegar e usar como quer, depois dizer tchau, deixando poeira e meleira na cama desmanchada. Mulher de malandro? Comigo, não. Não sou das que gozam co'a submissão. Eu sou de arrancar a força guardada cá dentro, toda a força do meu peito, pra fazer forte o homem que me ama."
Trecho da peça "Gota d'água", de Chico Buarque e Paulo Pontes
Trecho da peça "Gota d'água", de Chico Buarque e Paulo Pontes
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Meu coração é minha razão
“Quer saber o que eu penso? Você aguentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma TPM horrível. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. Meu coração é minha razão. Essa é a lógica que inventei pra mim.”
Clarice Lispector
Clarice Lispector
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
O Melhor Amigo
De repente, a epifania: solidão não é apenas estar só, mas sim, ser só. "Me sinto um lobo solitário", ele me disse. Não tive pena. Fui tomada pelo anseio desesperado de abraçá-lo e dizer baixinho, em seu ouvido: estou aqui. Sempre estive. Ele é só, lá. Aqui tem tudo, aqui é, ainda, o seu lar. Mas calma, rapaz, continuo aqui.
Quis botá-lo no colo, fazer um cafuné. Passar um café para tomarmos enquanto discutiríamos sobre a vida, sobre nós. Mas ele já não está aqui. Ele se foi e deixou um vazio. Arrancou de mim o porto seguro, onde eu sabia que poderia atracar meus navios cargueiros, lotados de sentimentos e confusões.
Imersa em devaneios, senti que mesmo longe, estamos perto. Mas a conta da saudade, quem paga? Acho que nós somos capazes de lidar com essa despesa. E "seguimos seguindo", trocando confidência, conselhos, patadas e o amor que só um melhor amigo, alguém que ama apesar de tudo, é capaz de oferecer ao outro. "Seguimos seguindo", nos amando cada vez mais.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
(Em)pilhada
Bando de prédio grande
Montes de gente empilhada
Que de tanto querer tudo
Acaba sem ter nada
Por não enxergar
O que dentro de cada um há
Não inspiramos a loucura
Que paira pelo ar
Tudo em seu devido lugar
Tão supérflua a vida
Tão cheia de nada
Mar sempre calmo
Certeza de lugar para ancorar
Pra quê tantas convicções?
O prazer da aventura se perde
De navegar num oceano de ideias
Gozar uma liberdade que não se mede
Com palavras ou instrumentos
Ir aonde vai o vento
Deixar-se levar
Pela vida, pelo mar, pelo ar
Montes de gente empilhada
Que de tanto querer tudo
Acaba sem ter nada
Por não enxergar
O que dentro de cada um há
Não inspiramos a loucura
Que paira pelo ar
Tudo em seu devido lugar
Tão supérflua a vida
Tão cheia de nada
Mar sempre calmo
Certeza de lugar para ancorar
Pra quê tantas convicções?
O prazer da aventura se perde
De navegar num oceano de ideias
Gozar uma liberdade que não se mede
Com palavras ou instrumentos
Ir aonde vai o vento
Deixar-se levar
Pela vida, pelo mar, pelo ar
sábado, 2 de fevereiro de 2013
"Um bombeiro pegou o celular de um corpo, e nele havia 104 chamadas perdidas da mãe"
"Os celulares não param de tocar nos bolsos das pessoas mortas e isso está doendo na gente." (Bombeiros)
"Estou morrendo, não vou conseguir sair. Seja forte, te amo.", foi o que um rapaz mandou pra sua namorada por sms antes de falecer.
Eram jovens. Estavam numa festa, dançando, sorrindo, se divertindo. De repente, fogo, gritaria, corre-corre, centenas de mortos. Isso tudo me fez refletir... Não sabemos quanto tempo nos resta e, levando isso em conta, o ser humano deixaria de ser tão mesquinho. Qualquer momento pode ser o último ao lado de alguém especial. Deixe o orgulho de lado, passe por cima das divergências, esmague o orgulho. Diga que ama sempre que puder, isso pode ser muito importante para alguns, por mais que você julgue como algo bobo. Espalhe sorrisos por onde passar, deixe sempre as pessoas com palavras de carinho. Seja otimista, autêntico e verdadeiro. Não passe por cima dos seus sentimentos. Tenha paciência, ajude a quem precisar de você, da forma que você puder. Tenha responsabilidade, respeito e não fique aí parado! Viva!
"Os celulares não param de tocar nos bolsos das pessoas mortas e isso está doendo na gente." (Bombeiros)
"Estou morrendo, não vou conseguir sair. Seja forte, te amo.", foi o que um rapaz mandou pra sua namorada por sms antes de falecer.
Eram jovens. Estavam numa festa, dançando, sorrindo, se divertindo. De repente, fogo, gritaria, corre-corre, centenas de mortos. Isso tudo me fez refletir... Não sabemos quanto tempo nos resta e, levando isso em conta, o ser humano deixaria de ser tão mesquinho. Qualquer momento pode ser o último ao lado de alguém especial. Deixe o orgulho de lado, passe por cima das divergências, esmague o orgulho. Diga que ama sempre que puder, isso pode ser muito importante para alguns, por mais que você julgue como algo bobo. Espalhe sorrisos por onde passar, deixe sempre as pessoas com palavras de carinho. Seja otimista, autêntico e verdadeiro. Não passe por cima dos seus sentimentos. Tenha paciência, ajude a quem precisar de você, da forma que você puder. Tenha responsabilidade, respeito e não fique aí parado! Viva!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Pés no chão
Não espere o vento, reme. Não espere o tempo, queime. Aja, reaja, haja o que houver. Dança e gira no compasso da vida, que o mundo não espera por você. Chora, se for necessário, mas depois, bota um sorriso no rosto e segue em frente. Luta pelo que te faz feliz, briga até suas forças se esgotarem. Não desiste, que o futuro é melhor do que você imagina. Ame o mundo, as cores, os sons e as pessoas - por mais repugnantes que elas sejam, às vezes. Enfrente o medo, mate os monstros que moram em você. Sonha, sonha sempre. Tenha os pés no chão... E a cabeça nas nuvens!
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
"Hoje fui estuprada. Subiram em cima de mim, invadiram meu corpo e eu não pude fazer nada. Você não vai querer saber dos detalhes. Eu não quero lembrar dos detalhes. Ele parecia estar gostando e foi até o fim. Não precisou apontar uma arma para a minha cabeça. Eu já estava apavorada. Não precisou me esfolar ou esmurrar. A violência me atingiu por dentro.
A calcinha, em frangalhos no chão, só não ficou mais arrasada do que eu. Depois que ele terminou e foi embora, fiquei alguns minutos com a cara no chão, tentando me lembrar do rosto do agressor. Eu não sei o seu nome, não sei o que faz da vida. Mas eu sei quem me estuprou.
Quem me estuprou foi a pessoa que disse que quando uma mulher diz “não”, na verdade, está querendo dizer “sim”. Não porque esse sujeito, só por dizer isso, seja um estuprador em potencial. Não. Mas porque é esse tipo de pessoa que valida e reforça a ação do cara que abusou do meu corpo.
Então, quem me estuprou também foi o cara que assoviou para mim na rua. Aquele, que mesmo não me conhecendo, achava que tinha o direito de invadir o meu espaço. Quem me estuprou foi quem achou que, se eu estava sozinha na rua, na balada ou em qualquer outro lugar do planeta, é porque eu estava à disposição.
Quem me estuprou foram aqueles que passaram a acreditar que toda mulher, no fundo no fundo, alimenta a fantasia de ser estuprada. Foram aqueles que aprenderam com os filmes pornô que o sexo dá mais tesão quando é degradante pra mulher. Quando ela está claramente sofrendo e sendo humilhada. Quando é feito à força.
Quem me estuprou foi o cara que disse que alguns estupradores merecem um abraço. Foi o comediante que fez graça com mulheres sendo assediadas no transporte público. Foi todo mundo que riu dessa piada. Foi todo mundo que defendeu o direito de fazer piadas sobre esse momento de puro horror.
Quem me estuprou foram as propagandas que disseram que é ok uma mulher ser agarrada e ter a roupa arrancada sem o consentimento dela. Quem me estuprou foram as propagandas que repetidas vezes insinuaram que mulher é mercadoria. Que pode ser consumida e abusada. Que existe somente para satisfazer o apetite sexual do público-alvo.
Quem me estuprou foi o padre que disse que, se isso aconteceu, foi porque eu consenti. Foi também o padre que disse que um estuprador até pode ser perdoado, mas uma mulher que aborta não. Quem me estuprou foi a igreja, que durante séculos se empenhou a me reduzir, a me submeter, a me calar.
Quem me estuprou foram aquelas pessoas que, mesmo depois do ocorrido, insistem que a culpada sou eu. Que eu pedi para isso acontecer. Que eu estava querendo. Que minha roupa era curta demais. Que eu bebi demais. Que eu sou uma vadia.
Ainda sou capaz de sentir o cheiro nauseante do meu agressor. Está por toda parte. E então eu percebo que, mesmo se esse cara não existisse, mesmo se ele nunca tivesse cruzado o meu caminho, eu não estaria a salvo de ter sido destroçada e de ter tido a vagina arrebentada. Porque não foi só aquele cara que me estuprou. Foi uma cultura inteira.
Esse texto é fictício. Eu não fui estuprada hoje. Mas certamente outras mulheres foram."
(Aline Valek)
A calcinha, em frangalhos no chão, só não ficou mais arrasada do que eu. Depois que ele terminou e foi embora, fiquei alguns minutos com a cara no chão, tentando me lembrar do rosto do agressor. Eu não sei o seu nome, não sei o que faz da vida. Mas eu sei quem me estuprou.
Quem me estuprou foi a pessoa que disse que quando uma mulher diz “não”, na verdade, está querendo dizer “sim”. Não porque esse sujeito, só por dizer isso, seja um estuprador em potencial. Não. Mas porque é esse tipo de pessoa que valida e reforça a ação do cara que abusou do meu corpo.
Então, quem me estuprou também foi o cara que assoviou para mim na rua. Aquele, que mesmo não me conhecendo, achava que tinha o direito de invadir o meu espaço. Quem me estuprou foi quem achou que, se eu estava sozinha na rua, na balada ou em qualquer outro lugar do planeta, é porque eu estava à disposição.
Quem me estuprou foram aqueles que passaram a acreditar que toda mulher, no fundo no fundo, alimenta a fantasia de ser estuprada. Foram aqueles que aprenderam com os filmes pornô que o sexo dá mais tesão quando é degradante pra mulher. Quando ela está claramente sofrendo e sendo humilhada. Quando é feito à força.
Quem me estuprou foi o cara que disse que alguns estupradores merecem um abraço. Foi o comediante que fez graça com mulheres sendo assediadas no transporte público. Foi todo mundo que riu dessa piada. Foi todo mundo que defendeu o direito de fazer piadas sobre esse momento de puro horror.
Quem me estuprou foram as propagandas que disseram que é ok uma mulher ser agarrada e ter a roupa arrancada sem o consentimento dela. Quem me estuprou foram as propagandas que repetidas vezes insinuaram que mulher é mercadoria. Que pode ser consumida e abusada. Que existe somente para satisfazer o apetite sexual do público-alvo.
Quem me estuprou foi o padre que disse que, se isso aconteceu, foi porque eu consenti. Foi também o padre que disse que um estuprador até pode ser perdoado, mas uma mulher que aborta não. Quem me estuprou foi a igreja, que durante séculos se empenhou a me reduzir, a me submeter, a me calar.
Quem me estuprou foram aquelas pessoas que, mesmo depois do ocorrido, insistem que a culpada sou eu. Que eu pedi para isso acontecer. Que eu estava querendo. Que minha roupa era curta demais. Que eu bebi demais. Que eu sou uma vadia.
Ainda sou capaz de sentir o cheiro nauseante do meu agressor. Está por toda parte. E então eu percebo que, mesmo se esse cara não existisse, mesmo se ele nunca tivesse cruzado o meu caminho, eu não estaria a salvo de ter sido destroçada e de ter tido a vagina arrebentada. Porque não foi só aquele cara que me estuprou. Foi uma cultura inteira.
Esse texto é fictício. Eu não fui estuprada hoje. Mas certamente outras mulheres foram."
(Aline Valek)
domingo, 6 de janeiro de 2013
“Eu procuro dizer o que sinto e o que penso. Isso é muito duro, o sujeito ter um mínimo de autenticidade. É preciso todo um esforço, toda uma disciplina, todo um ascetismo, toda uma paciência beneditina porque nós somos os falsários. O homem falsifica valores, falsifica gestos, falsifica sentimentos. O homem se falsifica pros outros, o homem se falsifica prá si próprio, de forma que o sujeito que consegue um mínimo de autenticidade, esse é um herói. E eu me sinto de vez em quando um pouco herói porque acho que conquistei esse mínimo de autenticidade. E não estou realmente ligando para o que digam agora de mim e para o que irão dizer depois. Eu acho que os cretinos contemporâneos e os cretinos do futuro se equivalem, portanto a posteridade não me interessa em nada. Se eu tiver de ser esquecido e creio que vou ser esquecido, digo, sem charme que morto esquecido é o único que realmente descansa em paz.”
Nelson Rodrigues
Nelson Rodrigues
sábado, 5 de janeiro de 2013
Sorte e Azar - Cazuza
"Tudo é questão de obedecer ao instinto
Que o coração ensina a ter, ensina a ter.
Correr o risco, apostar num sonho de amor...
O resto é sorte e azar!
Tudo é questão de não se negar nada,
A nenhuma força que dê luz, que dê luz.
Seja de Deus ou do Diabo, se for claro.
É só pagar pra ver, é só pagar pra ver...
E se por acaso doer demais,
É porque valeu.
E se por acaso for bom demais,
É porque valeu...
É porque valeu...
É porque valeu!"
Que o coração ensina a ter, ensina a ter.
Correr o risco, apostar num sonho de amor...
O resto é sorte e azar!
Tudo é questão de não se negar nada,
A nenhuma força que dê luz, que dê luz.
Seja de Deus ou do Diabo, se for claro.
É só pagar pra ver, é só pagar pra ver...
E se por acaso doer demais,
É porque valeu.
E se por acaso for bom demais,
É porque valeu...
É porque valeu...
É porque valeu!"
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Lei da Selva
Às vezes, me vem aquela vontade imensa de te abraçar apertado e para sempre. De nunca te soltar. Vem a saudade do beijo, da companhia... Mas você é extremamente ausente. E enquanto eu te mando mensagem, ligo e corro atrás como posso, você não faz esforço nenhum pra falar comigo.
Cansei de falsas expectativas. Cansei de acreditar que você morre de saudades e pensa em mim toda hora, não porque eu não queira que isso seja verdade. É que cansa amar sem ter a certeza de ser amado. Cansa ser sua sem você.
Agora, vou vivendo por aqui. E tô bem, tô feliz. Continuo te querendo, tanto quanto antes. Nenhum "eu te amo" foi da boca pra fora, eu juro. O problema é que todos eles partiram de mim. Você nunca me disse isso, lembra? Não sem que eu tivesse falado antes, pelo menos... Isso sempre me fez muita falta, mas agora eu desisti. Vou provando outros lábios, conhecendo novos abraços, sentindo saudades de você, mas me enganando sempre.
Fizemos um trato, eu e meu coração: ele se finge de morto e eu paro de matá-lo aos poucos. Ele topou... Coração esperto, já estava na hora de aprender a lei da selva.
Cansei de falsas expectativas. Cansei de acreditar que você morre de saudades e pensa em mim toda hora, não porque eu não queira que isso seja verdade. É que cansa amar sem ter a certeza de ser amado. Cansa ser sua sem você.
Agora, vou vivendo por aqui. E tô bem, tô feliz. Continuo te querendo, tanto quanto antes. Nenhum "eu te amo" foi da boca pra fora, eu juro. O problema é que todos eles partiram de mim. Você nunca me disse isso, lembra? Não sem que eu tivesse falado antes, pelo menos... Isso sempre me fez muita falta, mas agora eu desisti. Vou provando outros lábios, conhecendo novos abraços, sentindo saudades de você, mas me enganando sempre.
Fizemos um trato, eu e meu coração: ele se finge de morto e eu paro de matá-lo aos poucos. Ele topou... Coração esperto, já estava na hora de aprender a lei da selva.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Renovação... Realizemo-nos!
Noite de ano-novo. Um ano novo vindo.
Contagem regressiva: 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...
O pedido. Em meio aos fogos, à agitação de todos, um grito desesperado. Um grito de socorro, de esperança. Lágrimas de quem acredita que o desejo se realizará e que no fim, tudo vai se ajeitar. Uma lua, sete ondas, dezenas de fogos de artifício e uma infinidade de sentimentos conturbados naquele coração.
Feliz Ano Novo! Abraço coletivo. Mais lágrimas. A dor vai dando espaço à alegria. Fé renovada.
Vai dar tudo certo. Realizemo-nos, então!
Contagem regressiva: 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...
O pedido. Em meio aos fogos, à agitação de todos, um grito desesperado. Um grito de socorro, de esperança. Lágrimas de quem acredita que o desejo se realizará e que no fim, tudo vai se ajeitar. Uma lua, sete ondas, dezenas de fogos de artifício e uma infinidade de sentimentos conturbados naquele coração.
Feliz Ano Novo! Abraço coletivo. Mais lágrimas. A dor vai dando espaço à alegria. Fé renovada.
Vai dar tudo certo. Realizemo-nos, então!
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