Bando de prédio grande
Montes de gente empilhada
Que de tanto querer tudo
Acaba sem ter nada
Por não enxergar
O que dentro de cada um há
Não inspiramos a loucura
Que paira pelo ar
Tudo em seu devido lugar
Tão supérflua a vida
Tão cheia de nada
Mar sempre calmo
Certeza de lugar para ancorar
Pra quê tantas convicções?
O prazer da aventura se perde
De navegar num oceano de ideias
Gozar uma liberdade que não se mede
Com palavras ou instrumentos
Ir aonde vai o vento
Deixar-se levar
Pela vida, pelo mar, pelo ar
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