quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
E que venha 2011!
"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente, e quando a gente manda ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura, na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro."
Amizade
Todos estamos seguindo nossos caminhos, mas não nos esquecemos… Oro pela amiga que cuida da casa, pela amiga que ensina e pelo amigo que defende a lei. Se não nos falamos com freqüência, nos protegemos `a distância, nos amamos sem problemas e nos respeitamos sem cobrar.
Nunca ouvi falar de ex-amigo. Talvez você tenha se magoado com alguém, mas amizade não acaba. Quem pode ser mais leal, verdadeiro e cúmplice que nossos pais? Portanto, eles são nossos melhores amigos. Por acaso existe ex-pai? Ex-mãe? Se fora de casa você encontra alguém que te ama, respeita e aceita quem você é, mas não hesita em falar a verdade quando ela tem que ser dita, então, meu caro, você tem um amigo.
O tempo passa, as lembranças, os sorrisos, tudo pode mudar, mas a verdadeira amizade permanece… transcende. Parece meio lúdico, e até infantil, nos tempos de hoje, acreditar em algo assim, mas eu não só tenho fé em minhas amizades, como testifiquei que a essência de uma amizade é fundamentada no amor. E se há amor, quem pode contestar? Além disso, o que pode ser melhor do que ser criança?
Uma verdadeira amizade é como uma casa construída sobre a rocha. Erosões de todos os tipos podem cercá-la, nada pode derrubá-la. Se algo se quebrou, então, sinto muito meu caro, não era amizade. Sobre isso eu sei bem. Porque quando eu fui magoada, ou magoei, havia o perdão dos meus amigos, ou o colo deles para deitar e refletir, ou simplesmente chorar.
Não importa quantos são. Pra ser sincera, talvez você tenha um número gigantesco de pessoas que te seguem no Twitter, que estão em sua página no Orkut, que te cumprimentam na escola, no trabalho, na faculdade, mas tenha apenas um amigo. E daí? Lembra-se do Pequeno príncipe e sua rosa? Cuide dos seus amigos, permita-se o prazer de ser uma criança, e terá acesso ilimitado `a felicidade, ainda que haja muitos espinhos na sua estrada.
(Claudia Leitte)
Nunca ouvi falar de ex-amigo. Talvez você tenha se magoado com alguém, mas amizade não acaba. Quem pode ser mais leal, verdadeiro e cúmplice que nossos pais? Portanto, eles são nossos melhores amigos. Por acaso existe ex-pai? Ex-mãe? Se fora de casa você encontra alguém que te ama, respeita e aceita quem você é, mas não hesita em falar a verdade quando ela tem que ser dita, então, meu caro, você tem um amigo.
O tempo passa, as lembranças, os sorrisos, tudo pode mudar, mas a verdadeira amizade permanece… transcende. Parece meio lúdico, e até infantil, nos tempos de hoje, acreditar em algo assim, mas eu não só tenho fé em minhas amizades, como testifiquei que a essência de uma amizade é fundamentada no amor. E se há amor, quem pode contestar? Além disso, o que pode ser melhor do que ser criança?
Uma verdadeira amizade é como uma casa construída sobre a rocha. Erosões de todos os tipos podem cercá-la, nada pode derrubá-la. Se algo se quebrou, então, sinto muito meu caro, não era amizade. Sobre isso eu sei bem. Porque quando eu fui magoada, ou magoei, havia o perdão dos meus amigos, ou o colo deles para deitar e refletir, ou simplesmente chorar.
Não importa quantos são. Pra ser sincera, talvez você tenha um número gigantesco de pessoas que te seguem no Twitter, que estão em sua página no Orkut, que te cumprimentam na escola, no trabalho, na faculdade, mas tenha apenas um amigo. E daí? Lembra-se do Pequeno príncipe e sua rosa? Cuide dos seus amigos, permita-se o prazer de ser uma criança, e terá acesso ilimitado `a felicidade, ainda que haja muitos espinhos na sua estrada.
(Claudia Leitte)
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Amada Luna
Alguém entrou em minha vida. Alguém que uiva, morde o tapete e dá pulinhos cada vez que me vê. É a cachorrinha Luna, com pouco mais de 1 mês de idade. Husky siberiana, ela tem felpudos pelos brancos e lindos olhos azuis! Desde a perda de meu cachorro Uno, havia jurado nunca mais ter um husky. Quando se perde um bicho ou mesmo alguém que se ama, não há substituição. O tempo aplaca o sentimento, mas sempre resta um vazio. Outras emoções podem surgir, que bom! Entretanto, a beleza de cada afeto perdido permanece viva dentro de cada um. Reconheço: às vezes me pego querendo ter de volta aquilo que já se foi. Quando meu cachorro morreu, pensei: “Não vou querer outro igual, não se troca um amor como um sapato, por um modelo mais novo”. Desabafei escrevendo “Anjo de Quatro Patas”, sobre mim e meu cão. E chorei muito diante do computador. Neste ano, aconteceu a surpresa. Um amigo do Rio, Canella, telefonou dias antes do meu aniversário.
— Quando você vem ao Rio? Comprei um presente e quero entregar em mãos.
— Acho que só daqui a dez dias.
Captei um silêncio apavorado. Depois, Canella disse sem jeito:
— É que minha mãe não quer deixar o presente ficar no apartamento.
— Que presente é esse? Ai, meu Deus...
— Você vai gostar. Só não posso contar o que é.
— É um... um husky, Canella? Um husky? Eu sei que é!
Não foi mera adivinhação. Depois de ler meu livro, Canella comentou que ainda me daria um husky. Eu respondia:
— Não invente uma coisa dessas!
Adiantou? Com a tranquilidade dos seus 26 anos, Canella encontrou um husky para mim. Preferiu a fêmea, por ser toda branca. Eu podia dizer não? Também não podia ir para o Rio, devido ao trabalho. Muito nova, a cachorrinha não podia vir de avião. Meus assistentes, Felippe e Zé Carlos, partiram de carro para resgatar a bebê husky. Exatamente no dia da retomada do Morro do Alemão.
— E se eu levar uma bala perdida? — lamentava-se Felippe ao entrar no carro.
— Um cão merece qualquer sacrifício — tentei consolá- lo.
Voltaram no dia seguinte. Felippe com a calça molhada: a cachorrinha fez xixi em seu colo durante o trajeto.
Quando entraram, despenquei escada abaixo. Lá estava ela, uma coisinha branca! Peguei no colo. Lambeu meu pescoço. Eu disse seu nome pela primeira vez:
— Luna!
E me apaixonei perdidamente.
Agora está solta pelo apartamento. Morde meus pés, ai, que dentinhos afiados! Faz bagunça. Abana o rabo quando me vê. Eu não me canso de fazer carinhos. Existe coisa mais linda que um bebê, seja cão, gato ou humano?
Temia que meus dois gatos a atacassem. Ao contrário. Movidos por algum instinto primitivo, Merlin e Shiva, apesar de muito maiores, fugiram de medo quando Luna chegou. Huskies são caçadores. É preciso que Luna se acostume com os gatos agora, que é pequenina. Ou mais tarde poderá confundi-los com uma refeição. Ao tentar promover a amizade, ganhei diversos arranhões felinos! Melhorou: os gatos já se aproximam de Luna, cautelosamente. Eu medito: “Se Noé conseguiu a convivência na Arca, por que eu não?”.
Minha rotina mudou. Escrevo durante a noite, mas invento várias pausas para ver minha cachorrinha. Gosta de dormir no chão da cozinha, que é frio. Faz sentido. Um husky deve sofrer muito no calor! Eu sentiria o mesmo se vivesse enfiado em um casaco de pele! De manhã, quando acordo, corro para ver se ela está bem. Antes de deitar, o abraço! Já disse e repito: é uma paixão irremediável. Ainda posso viver muitos amores. Mas da minha Luna eu não me separo jamais!
(Walcyr Carrasco)
— Quando você vem ao Rio? Comprei um presente e quero entregar em mãos.
— Acho que só daqui a dez dias.
Captei um silêncio apavorado. Depois, Canella disse sem jeito:
— É que minha mãe não quer deixar o presente ficar no apartamento.
— Que presente é esse? Ai, meu Deus...
— Você vai gostar. Só não posso contar o que é.
— É um... um husky, Canella? Um husky? Eu sei que é!
Não foi mera adivinhação. Depois de ler meu livro, Canella comentou que ainda me daria um husky. Eu respondia:
— Não invente uma coisa dessas!
Adiantou? Com a tranquilidade dos seus 26 anos, Canella encontrou um husky para mim. Preferiu a fêmea, por ser toda branca. Eu podia dizer não? Também não podia ir para o Rio, devido ao trabalho. Muito nova, a cachorrinha não podia vir de avião. Meus assistentes, Felippe e Zé Carlos, partiram de carro para resgatar a bebê husky. Exatamente no dia da retomada do Morro do Alemão.
— E se eu levar uma bala perdida? — lamentava-se Felippe ao entrar no carro.
— Um cão merece qualquer sacrifício — tentei consolá- lo.
Voltaram no dia seguinte. Felippe com a calça molhada: a cachorrinha fez xixi em seu colo durante o trajeto.
Quando entraram, despenquei escada abaixo. Lá estava ela, uma coisinha branca! Peguei no colo. Lambeu meu pescoço. Eu disse seu nome pela primeira vez:
— Luna!
E me apaixonei perdidamente.
Agora está solta pelo apartamento. Morde meus pés, ai, que dentinhos afiados! Faz bagunça. Abana o rabo quando me vê. Eu não me canso de fazer carinhos. Existe coisa mais linda que um bebê, seja cão, gato ou humano?
Temia que meus dois gatos a atacassem. Ao contrário. Movidos por algum instinto primitivo, Merlin e Shiva, apesar de muito maiores, fugiram de medo quando Luna chegou. Huskies são caçadores. É preciso que Luna se acostume com os gatos agora, que é pequenina. Ou mais tarde poderá confundi-los com uma refeição. Ao tentar promover a amizade, ganhei diversos arranhões felinos! Melhorou: os gatos já se aproximam de Luna, cautelosamente. Eu medito: “Se Noé conseguiu a convivência na Arca, por que eu não?”.
Minha rotina mudou. Escrevo durante a noite, mas invento várias pausas para ver minha cachorrinha. Gosta de dormir no chão da cozinha, que é frio. Faz sentido. Um husky deve sofrer muito no calor! Eu sentiria o mesmo se vivesse enfiado em um casaco de pele! De manhã, quando acordo, corro para ver se ela está bem. Antes de deitar, o abraço! Já disse e repito: é uma paixão irremediável. Ainda posso viver muitos amores. Mas da minha Luna eu não me separo jamais!
(Walcyr Carrasco)
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
Xmas.
Natal... Nessa época, todos se dizem amigos e felizes! Para mim, Natal é estar com a família... Rir, conversar, brigar, brincar, relembrar, planejar, refletir... E só uma coisinha: "Se a gente é capaz de toda essa magia, eu tenho certeza que a gente podia fazer com que fosse natal todo dia!" (Roupa Nova)
"Eu descobri mais outra coisa neste mundo: nem sempre são os corredores mais velozes que ganham corridas; nem sempre são os soldados mais valentes que ganham batalhas. Notei ainda que as pessoas mais sábias nem sempre tem o que comer e que as mais inteligentes nem sempre são ricas. Notei também que as pessoas mais capazes nem sempre alcançam altas posições. Tudo depende da sorte e da ocasião".
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
PARA HOJE.
Não viva no passado. Não fique o tempo todo relembrando, revivendo... Um pouco de nostalgia é sempre bom, mas não vale exagerar na dose! Não sonhe com alguém que te ame para sempre ou que fique para sempre ao seu lado. "Para sempre" é muito tempo... Viva o hoje!
Eu e ela.
A conheci há dois anos... Não, não foi amor à primeira vista. Muito pelo contrário! Ela era o tipo de garota do qual eu queria distância... Ê menina complicada! Ao longo do ano, fomos nos aproximando aos poucos... E quando tudo parecia estar às mil maravilhas, nós brigávamos novamente! Por uma pirraça minha, uma grosseria dela. Ou qualquer motivo banal. O fato é que nenhuma de nós era de levar desaforo para casa! E depois de mais uma discurssão, voltávamos à confivencia pacífica. Hoje, essa menina se tornou muito especial para mim. Inclusive, sei que posso chamá-la de amiga. Era madrugada do dia 24 de dezembro. Ela me disse que estava mal e eu a reconfortei. Conversamos por muito tempo. Choramos. Ela está partindo! Me perguntou se ir embora era o certo a fazer e, com o coração apertado, eu disse que sim. Bob Marley, uma vez, disse: "Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei Se não voltarem é porque nunca as tive.". No final da nossa conversa, eu estava sem fala. Meus olhos não paravam de derramar lágrimas... Naquele momento, eu tive uma certeza: Eu a amo! E quando a disse isso, ela me respondeu: "Eu sempre te amei! Mas isso é um segredinho nosso...". Eu desabei! Ouvir isso DELA? Então, me dei conta da falta que vou sentir dessa garota... Quem vai ameaçar me bater? Quem vai me odiar de mentirinha dia-sim-dia-talvez? Quem vai rir comigo? Meu melhor presente de natal, sem dúvidas, foi ouvir tantas palavras lindas vindas dela... Eu não esperava! Estava completamente desarmada, e a força dessas palavras me atingiu de uma forma que jamais imaginei ser possível! A nossa relação é turbulenta e tem como alicerce, nada mais que a verdade. Estou triste e feliz. Sei que iremos nos distanciar, devido à mudança dela. Mas sei também que, graças a isso, estamos mais unidas do que nunca. Nunca pensei que a nossa amizade fosse tomar essa proporção. Nossa conversa hoje foi longa, banhada a saudade, amizade, amor, cumplicidade. E muita, muita nostalgia. Força, amiga! Encare tudo o que está por vir de cabeça erguida! Se precisar de alguém, conte comigo. Eu vou estar sempre aqui, de coração aberto, prota para de ajudar.
Só mais uma coisa: Obrigada.
Só mais uma coisa: Obrigada.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Você?
Sinceramente, já não te reconheço. Aquela amizade foi se reduzindo aos poucos e hoje, veja só o que sobrou! Tão pouco... Você conheceu novas pessoas e o mesmo ocorreu comigo. Apesar de nos vermos quase todos os dias, o nosso círculo de amizades mudou. Você está feliz com seus amigos, e eu também estou muito feliz com os meus. Aos poucos, vamos seguindo rumos diferentes. Mas há algo que nos une. Algo que nunca deixará de existir em seu esplendor. O passado. Tudo o que vivemos... É eterno! Não há como modificar. E se houvesse, eu jamáis o faria. E estou certa de que a recíproca é verdadeiríssima. Sim, eu ainda te considero demais! Mais, talvez, do que você possa imaginar. Infelizmente, as coisas mudaram muito... Eu nunca desejei que fosse assim. Você também não. Aconteceu! Foi a vida? Acho que não... Creio que fomos nós que esquecemos de cultivar essa amizade. Espero que aos poucos, as coisas se normalizem. Meus olhos estão embaçados. As lágrimas me remetem a tudo que vivemos... E isso estará para sempre registrado na minha memória, guardado num relicário dentro do coração. Obrigada.
P.S.: Eu te amo.
P.S.: Eu te amo.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
E quando tudo parecer perdido, olhe para o céu. Veja as coisas lidas que a natureza nos oferece, e que passam despercebidas nesse atordoado cotidiano. Suba numa árvore e observe essa beleza estonteante. Sol, nuvens, chuva, estrelas, lua. Flor, folha. Raiz. Matriz. Alicerce. Amigo, amigos, família. Eu. Você. Nós e eles. Juntos. Planeta. Terra.
Mario Quintana
"Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!"
"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"
"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti..."
"Por acaso, surpreendo-me no espelho:
Quem é esse que me olha e é tão mais velho que eu? (...)
Parece meu velho pai - que já morreu! (...)
Nosso olhar duro interroga:
"O que fizeste de mim?" Eu pai? Tu é que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga... Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia - a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste..."
"Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também..."
"A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"
"Sempre que chove
Tudo faz tanto tempo...
E qualquer poema que acaso eu escreva
Vem sempre datado de 1779!"
"O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro."
"A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais..."
"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem. "
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!"
"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"
"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti..."
"Por acaso, surpreendo-me no espelho:
Quem é esse que me olha e é tão mais velho que eu? (...)
Parece meu velho pai - que já morreu! (...)
Nosso olhar duro interroga:
"O que fizeste de mim?" Eu pai? Tu é que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga... Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia - a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste..."
"Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também..."
"A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"
"Sempre que chove
Tudo faz tanto tempo...
E qualquer poema que acaso eu escreva
Vem sempre datado de 1779!"
"O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro."
"A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais..."
"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem. "
A Madrugada.
Ela me inspira, instiga, consome. Um silêncio superficial, mas que não deixa de existir. Apenas o barulho do ar-condicionado... Ah, a madrugada! A melhor hora do dia! Ou seria a melhor hora da noite? Não importa. Momento ideal para ler, escrever, refletir. Querer tudo e nada. Botar as coisas na balança. Será que vale apena? Sonhar o impossível. Desejar possuir todas as estrelas e concluir que são mais belas brilhando no alto, no céu. Querer tudo e, por um breve momento, ter. Ter a lua ao nosso dispor. Você já tentou conversar com a lua? Se nunca o fez, dou-lhe um conselho: Faça. A lua é a melhor ouvinte que pode existir. Ela não julga, não conscente, não reprime... Apenas ouve. E ao conversar com a lua, você encontra todas as respostas. Ao olhas para o céu da madrugada, percebo que o mundo é bom. Basta saber viver. Saber olhar. Saber sentir. Saber ser.
Mudar, ?, !.
Cabelos longos de repente, se transformam num moderno "joãozinho". Com barba, sem barba, com barba, sem barba. Rock versos axé. MPB ou Pop Internacional? Lady GaGa e Kesha ou Ana Carolina e Maria Gadú? Num dia, ser adepta do "pretinho básico". N'outro, ser toda pink. Quem sabe a "Dama de Vermelho"? De mocinha a vilã. E virce-versa. A mulher sensual que hoje usa seu batom provocante, outrora, não passava de uma menininha inocente, brincando com suas bonecas. Da alopatia à homeopatia num salto. Um dia, amante dos tigres. No outro, apaixonada por golfinhos. Oito ou oitenta. Um ou otro. Mudar. Radicalizar. Coragem. Ousadia.
Amar:
O Michaelis diz:
"amar
a.mar
(lat amare) vtd, vint e vpr 1 Ter amor, afeição, ternura por, querer bem a: Queria dizer a todo o mundo quanto o amava. Os egoístas não amam. Amaram-se toda a vida. vtd 2 Apreciar muito, estimar, gostar de: Feliz daquele que ama o trabalho! vpr 3 Fazer amor; copular: Os recém-casados amam-se no escuro. Antôn: detestar, odiar."
Amar é querer estar perto o tempo todo. Amar é deixar livre. Amar é sorrir por nada e chorar por tudo. Amar é concreto. É abstrato. É soma. É divisão. É bagunça e confusão, mas pode ser organização. É sofrer. É ficar feliz. É torcer por/para. Sonhar juntos, sem necessariamente, tirar os pés do chão. Planejar, construir. Ver que no fim, tudo deu certo. Ou não. É nunca abandonar. É presentear com um abraço, um sorriso, um olhar. É sentir saudades estando do lado. É ser inspirado e inspirar. É ser necessário, necessitar. É tudo. É nada.
"amar
a.mar
(lat amare) vtd, vint e vpr 1 Ter amor, afeição, ternura por, querer bem a: Queria dizer a todo o mundo quanto o amava. Os egoístas não amam. Amaram-se toda a vida. vtd 2 Apreciar muito, estimar, gostar de: Feliz daquele que ama o trabalho! vpr 3 Fazer amor; copular: Os recém-casados amam-se no escuro. Antôn: detestar, odiar."
Amar é querer estar perto o tempo todo. Amar é deixar livre. Amar é sorrir por nada e chorar por tudo. Amar é concreto. É abstrato. É soma. É divisão. É bagunça e confusão, mas pode ser organização. É sofrer. É ficar feliz. É torcer por/para. Sonhar juntos, sem necessariamente, tirar os pés do chão. Planejar, construir. Ver que no fim, tudo deu certo. Ou não. É nunca abandonar. É presentear com um abraço, um sorriso, um olhar. É sentir saudades estando do lado. É ser inspirado e inspirar. É ser necessário, necessitar. É tudo. É nada.
Sabe quando uma vontade de chorar vem do nada e te inunda? Coração apertado, olhos marejados, sem saber ao certo o porque... E você começa a ouvir todas as músicas que te marcaram... Aquelas, que tocam no fundo do peito... E bate uma nostalgia... Às vezes, dá vontade de voltar no tempo. Rever, reviver. E às vezes, dá vontade de dar uma espiadinha no futuro... Ver se os nossos objetivos serão alcançados, se tudo ocorrerá com o planejado... Vou ter um cachorro? Um gato? Um tigre? Macaco? Vou me casar e ter três filhos? Vou ser solteira? Morarei em casa ou apartamento? E a profissão? E aquele sonho da infância de ser médica veterinária, se concretizará? Ou serei atriz? Ou médica? Advogada? Engenheira? Vereadora, deputada, prefeita, presitente... Ou tudo isso! Ou nada! Quando sinto isso e penso assim, me dá vontade de escrever... Escrevo. E então, o devaneio acaba. Fim. E cá estou, de volta à realidade. (Feliz/triste realidade...)
sábado, 4 de dezembro de 2010
Descobrindo-me. Tentando.
"A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas... mas não posso explicar a mim mesma."
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