quinta-feira, 28 de junho de 2012

Do it - Lenine

Tá cansada, senta. Se acredita, tenta. Se tá frio, esquenta. Se tá fora, entra. Se pediu, aguenta...
Se sujou, cai fora. Se dá pé, namora. Tá doendo, chora. Tá caindo, escora. Não tá bom, melhora...
Se aperta, grite. Se tá chato, agite. Se não tem, credite. Se foi falta, apite. Se não é, imite...
Se é do mato, amanse. Trabalhou, descanse. Se tem festa, dance. Se tá longe, alcance. Use sua chance...
Se tá puto, quebre. Ta feliz, requebre. Se venceu, celebre. Se tá velho, alquebre. Corra atrás da lebre...
Se perdeu, procure. Se é seu, segure. Se tá mal, se cure. Se é verdade, jure. Quer saber, apure...
Se sobrou, congele. Se não vai, cancele. Se é inocente, apele. Escravo, se rebele. Nunca se atropele...
Se escreveu, remeta. Engrossou, se meta. E quer dever, prometa. Pra moldar, derreta. Não se submeta...

sábado, 23 de junho de 2012

Mudar é preciso. Viver não é preciso.

A vida é um mar de incertezas e, cada vez mais, quero mergulhar nele. Aprendi a amar cada segundo, a aproveitar os momentos que tenho com toda a força da minha alma. Hoje eu entendo que tudo muda, isso é necessário!
Tudo foi sempre muito "estável" pra mim. Moro no mesmo lugar desde bebê, só estudei em duas escolas... O círculo de pessoas ao meu redor teria tudo para ser pequeno (seja isso bom ou ruim). Mas por motivos que desconheço, algumas pessoas foram se afastando, aos poucos; de forma tão natural, que não houve sofrimento algum. Enquanto isso, outros tantos se aproximaram, e acabaram tomando um espaço enorme da minha vida.
O mais importante de tudo isso, é que descobri que ninguém é dono dos meus sorrisos, da minha alegria. Sou a única pessoa capaz de me permitir ser feliz! Adotei, nos últimos dias, um "lema" para a minha vida, que repito para mim mesma todos os dias, ao acordar: "Viva à tua maneira, não perca a estribeira, saiba do teu valor. E amanheça brilhando mais forte que a estrela do norte, que a noite entregou!". Tenho estado muito contente. Não dou mais importância às coisas ruins do que elas, de fato, merecem. "Eu tenho tido a alegria como um dom... Em cada canto, eu vejo o lado bom!". Procuro acrescentar coisas positivas na vida do outro. E, da forma que eu posso, acho que tenho conseguido cativar os que me cercam.
Mudar é preciso. Viver não é preciso.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Há mulheres.
E há mulheres que lêem. Estas, são reconhecidas constantemente por sua inteligencia e sagacidade.
Mas há as mulheres que escrevem... Ah, as escritoras! As que transformam tudo em poesia (e até os momentos mais mórbidos ganham cor em seus textos). Quando um silêncio sepulcral paira no ar, elas tratam logo de observar o comportamento das pessoas, das flores, dos animais... Analisam, sem qualquer tom de julgamento, como as gotas de chuva deslizam na janela, além do movimento das folhas secas caindo, por conta do vento forte. Captam suas texturas, cheiros, reações...
Vivem, todas, em mundos particulares, criados por elas e habitados por tudo de belo que existe.
Há pessoas. E há escritores, que são meio gente, meio sei-lá-o-quê.
Tenho uma particularidade instigante: preciso da solidão. Gosto de pessoas, preciso delas, não sei viver sozinha. Mas sou mimada, preciso quando eu quero. Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão pra ler, pra olhar para o teto, pra tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, pra pensar em tudo, pra fazer nada. Preciso da solidão pra ser eu mesma. Pra fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo. Não entendo como tem gente que não abre a janela em dias nublados. Eu adoro janelas abertas, esteja um dia lindo de sol ou um carregamento de nuvens cinzas. Tenho que sentir o ar que vem lá de fora, seja ele qual for. Com seu gosto, cheiro, textura. Falo algumas coisas esquisitas como essa, por exemplo, ar com textura. Conheço cores que ninguém conhece, vejo alguns filmes que grande parte da população acha tosco. Não gosto de deixar as coisas pela metade, mas já deixei... (Clarissa Corrêa)

terça-feira, 12 de junho de 2012

"Sou uma mulher madura
Que às vezes anda de balanço
Sou uma criança insegura
Que às vezes usa salto alto
Sou uma mulher que balança
Sou uma criança que atura"

(Martha Medeiros)

domingo, 3 de junho de 2012

11 meses e 22 dias

Essa história não começa agora. Não, não... Faz quase um ano, na verdade, que tudo teve inicio. Suas linhas tortas nunca chegaram a se encontrar, de verdade, com as linhas tortas dele. Elas foram se entrelaçando, causando alvoroços em suas vidas. Ela era louca por ele. Ele, moleque, não queria nada sério (com ela, que fique claro). Ela fez o impossível para tornar aquele romance possível. Mostrou-se sempre presente, amiga, carinhosa, boa ouvinte... Sempre tentou fazer com que ele a enxergasse como mulher. Apesar de reconhecer suas qualidades e não negar que, de fato, a moça seria uma boa companheira, o rapaz nunca se apaixonou por ela. Contudo, o amor continuava latente em Luiza e sempre que ela acreditava ter se livrado do sentimento, ele dava um jeitinho de mostrar que ainda estava ali, firme e forte.
Certo dia, em uma conversa franca, Igor confessou que estava apaixonado por outra menina. Surpreendentemente, Luiza ficou extremamente aliviada com a confissão do amigo-amor-sei-lá-o-quê. Era disso que ela precisava, para destruir de vez a sua esperança de um futuro promissor para o casal. A felicidade que sentiu ao perceber que não haveria nada, além de uma bela amizade, entre ela e Igor, contrariou até as suas próprias expectativas e fez a garota perceber o quanto amadureceu ao longo destes 11 meses e 22 dias que se passaram, desde o primeiro beijo dos dois.
Luiza percebeu, finalmente, que por mais que nos esforcemos, não temos o poder de fazer o outro sentir amor por nós. A menina entendeu, por fim, que o verbo "amar" não suporta o imperativo.