Essa história não começa agora. Não, não... Faz quase um ano, na verdade, que tudo teve inicio. Suas linhas tortas nunca chegaram a se encontrar, de verdade, com as linhas tortas dele. Elas foram se entrelaçando, causando alvoroços em suas vidas. Ela era louca por ele. Ele, moleque, não queria nada sério (com ela, que fique claro). Ela fez o impossível para tornar aquele romance possível. Mostrou-se sempre presente, amiga, carinhosa, boa ouvinte... Sempre tentou fazer com que ele a enxergasse como mulher. Apesar de reconhecer suas qualidades e não negar que, de fato, a moça seria uma boa companheira, o rapaz nunca se apaixonou por ela. Contudo, o amor continuava latente em Luiza e sempre que ela acreditava ter se livrado do sentimento, ele dava um jeitinho de mostrar que ainda estava ali, firme e forte.
Certo dia, em uma conversa franca, Igor confessou que estava apaixonado por outra menina. Surpreendentemente, Luiza ficou extremamente aliviada com a confissão do amigo-amor-sei-lá-o-quê. Era disso que ela precisava, para destruir de vez a sua esperança de um futuro promissor para o casal. A felicidade que sentiu ao perceber que não haveria nada, além de uma bela amizade, entre ela e Igor, contrariou até as suas próprias expectativas e fez a garota perceber o quanto amadureceu ao longo destes 11 meses e 22 dias que se passaram, desde o primeiro beijo dos dois.
Luiza percebeu, finalmente, que por mais que nos esforcemos, não temos o poder de fazer o outro sentir amor por nós. A menina entendeu, por fim, que o verbo "amar" não suporta o imperativo.
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