segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Só quem acredita vê
Que essa vida é um doce
Mesmo se não fosse
Eu seria assim
Sou menino brincalhão
Encontrei a chance
Bem ao meu alcance
E agarrei pra mim
(Eu dou)
Viva Cosme e Damião, doum (doum)
Viva Cosme e Damião
Viva Cosme e Damião
O que importa é que a gente miúda
Me trouxe ajuda quando precisei
E o que prego nas minhas andanças
Que só as crianças me ditam a lei
E assim me sinto protegido
Ungido com a viscosidade da fé
Sua bênção é a presença imensa
Que vença com a crença quem tem seu axé
Da vida tão amargurada
Essa gurizada me fez renascer
E hoje sou cobra criada
Salve a ibejada Falange de Erê
Vinte e sete de setembro
Eu sempre me lembro, não esqueço de dar
Cocada, paçoca, suspiro, pipoca
Bolo, bala, bola, cuscuz e manjar
Que essa vida é um doce
Mesmo se não fosse
Eu seria assim
Sou menino brincalhão
Encontrei a chance
Bem ao meu alcance
E agarrei pra mim
(Eu dou)
Viva Cosme e Damião, doum (doum)
Viva Cosme e Damião
Viva Cosme e Damião
O que importa é que a gente miúda
Me trouxe ajuda quando precisei
E o que prego nas minhas andanças
Que só as crianças me ditam a lei
E assim me sinto protegido
Ungido com a viscosidade da fé
Sua bênção é a presença imensa
Que vença com a crença quem tem seu axé
Da vida tão amargurada
Essa gurizada me fez renascer
E hoje sou cobra criada
Salve a ibejada Falange de Erê
Vinte e sete de setembro
Eu sempre me lembro, não esqueço de dar
Cocada, paçoca, suspiro, pipoca
Bolo, bala, bola, cuscuz e manjar
sábado, 5 de setembro de 2015
“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito – por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava. Ao clarear do dia.”
"O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão. E, outra coisa: o diabo, é às brutas; mas Deus é traiçoeiro! Ah, uma beleza de traiçoeiro – dá gosto! A força dele, quando quer – moço! – me dá o medo pavor. Deus vem vindo: ninguém não vê. Ele faz é na lei do mansinho – assim é o milagre."
domingo, 16 de agosto de 2015
"(...) o amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; (...) acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. Amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se no coração da gente, donde, se não é com jeito destravado, por mais força que se faça, mais o maldito rasga, esburaca e se profunda."
A Moreninha
A Moreninha
segunda-feira, 8 de junho de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
Perdão, Meu Bem
Cartola
Perdão, meu bem
Atacou meu coração, falei demais
Sou bom rapaz
No modo de proceder
Perdão porque
Se acabar nossa amizade
Perdão, meu bem
Sinto dores de saudade
Se você não reconhece
O meu arrependimento
Pois, podes crer, meu amor que
O que eu digo é sem fingimento
Às vezes, cheio de ódio
Fala-se o que não se deve
São palavras de amor ofendido
Que não se escreve
Cartola
Perdão, meu bem
Atacou meu coração, falei demais
Sou bom rapaz
No modo de proceder
Perdão porque
Se acabar nossa amizade
Perdão, meu bem
Sinto dores de saudade
Se você não reconhece
O meu arrependimento
Pois, podes crer, meu amor que
O que eu digo é sem fingimento
Às vezes, cheio de ódio
Fala-se o que não se deve
São palavras de amor ofendido
Que não se escreve
Poema
Revisito um passado não tão distante
Mais precisamente, o começo de tudo
Remoendo meus erros cá dentro
Entendo que é o momento
De verdadeiramente me perdoar
Por nós, me reinvento
Mudo o comportamento
Engulo o orgulho e lamento
O que poderia ser e não será
A não ser que você entenda
Que se é seu este poema
É porque quero de novo tentar
A não ser que você aceite
E nunca mais rejeite
Meu jeito doido de amar
Mais precisamente, o começo de tudo
Remoendo meus erros cá dentro
Entendo que é o momento
De verdadeiramente me perdoar
Por nós, me reinvento
Mudo o comportamento
Engulo o orgulho e lamento
O que poderia ser e não será
A não ser que você entenda
Que se é seu este poema
É porque quero de novo tentar
A não ser que você aceite
E nunca mais rejeite
Meu jeito doido de amar
terça-feira, 5 de maio de 2015
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado
E que se não for, seja breve em esquecer
E que esquecendo, não guarde mágoa
Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconsequentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar
E porque a vida é assim
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo
Desejo depois, que você seja útil
A atriz Drouet, uma das amantes de Victor Hugo
A atriz Drouet, uma das amantes de Victor Hugo
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé
Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano
Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta
Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada
Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
“Isso é meu”
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem
Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar
Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar
E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar"
Victor Hugo
E que amando, também seja amado
E que se não for, seja breve em esquecer
E que esquecendo, não guarde mágoa
Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconsequentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar
E porque a vida é assim
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo
Desejo depois, que você seja útil
A atriz Drouet, uma das amantes de Victor Hugo
A atriz Drouet, uma das amantes de Victor Hugo
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé
Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano
Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta
Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada
Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
“Isso é meu”
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem
Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar
Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar
E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar"
Victor Hugo
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Eu queria por uma mochila nas costas e desbravar o mundo - lá fora e cá dentro. Sentar numa calçada qualquer, de Amsterdã, tocando violão e vendo a vida florescer. Experimentar a exótica culinária Tailandesa. Meditar e mergulhar na Indonésia, explorando lados da vida que a gente teima em esquecer. Na Bolívia, admirar paisagens absurdamente belas. Cercada de boas companhias, desvendar os mistérios deste mundo dinâmico, mutante. Ver os dias amanhecerem, acontecerem e se findarem. Transmutar-me num ser universal, equilibrar a energia que rodeia minha mente. Na simplicidade de "ser", sorrir.
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