Depois de um tempo, é mais fácil perceber que, às vezes, o afastamento é a melhor opção.
De longe, fica muito mais simples enxergar o lado ruim das coisas, com o qual costuma-se lutar, quando se está em um relacionamento.
Era tanta imaturidade da parte dele, tanta picuinha desnecessária, tantas brigas por motivos banais. Problemas demais pra uma pessoa só. Coisas que não cabiam a mim resolver - e com as quais me envolvi profundamente.
Hoje, vejo que ele não valia todo aquele estresse, a dor de cabeça. Não merecia as lágrimas e, muito menos, cada sorriso meu.
No entanto, sei que o erro não foi meu. Me doei, me doí, fiz o que pude. Não me arrependo, porque agi com o coração. Movida por sentimentos bons, fui até o fim.
E o fim chegou.
Ando tão mais calma, centrada, feliz. Sem qualquer mágoa e resquício algum de tristeza ou raiva. Sem dor. O show tem que continuar! A vida é linda, incrível e reserva surpresas maravilhosas a todos nós.
Quem diria que eu estaria, hoje, tão bem, tão plena?
"Só de coisa boa eu vivo!"
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Fábula do Porco Espinho
"Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente. Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso, decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados. Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra, ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim, a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram.
Moral da História: O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades."
Por isso, decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados. Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra, ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim, a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram.
Moral da História: O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades."
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para te ver?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima, dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para te ver?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima, dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
sábado, 19 de outubro de 2013
"Se eu tivesse que escolher uma só pessoa para ter de novo nos meus dias, esse alguém seria você. Com todos os seus defeitos, com as suas mancadas, com o tanto que você partiu meu coração. Porque ainda é de você que eu lembro quando alguém fala de amizade. Ainda é seu nome que aparece na minha cabeça quando escuto algum rock antigo. Ainda é o som da sua risada que invade a minha casa no domingo à noite, quando começo a questionar todas as decisões da minha vida. Por mais que eu tenha tentado, de todas as formas possíveis e imagináveis, ainda é você. E eu quis muito que não fosse.
Mas eu já falei muito de amor. De relacionamentos inacabados, paixões fugazes e decepções inesquecíveis. Eu falei de corações partidos. De lágrimas, de tentar esquecer, de tentar superar. Falei de saudades absurdas. E falei de você em cada entrelinha de todos os textos da minha vida. Porque você passava por cada uma das minhas maiores dores. Mas eu não quero mais falar sobre o nosso passado. Eu não quero falar do que a gente foi – esse casal sem encaixe que tentou tanto se encaixar. Hoje, só hoje, eu queria mesmo era falar sobre tudo aquilo que a gente ainda pode ser. Eu queria falar de perdão.
Sei bem todas as minhas últimas palavras. Aquela promessa não cumprida de que eu iria te esquecer. Aquele juramento de que nunca iria perdoar. Você me conhece (ou conhecia, já não sei mais). Meu ascendente é escorpião. Meu sobrenome é vingança. Meus pontos finais – com você, ao menos – são sempre marcados por uma dose de rancor. Mas de que adianta fingir que você nunca mais irá fazer parte da minha vida se eu ainda abro um sorriso enorme ao me lembrar da forma que você me abraçava apertado no meio dos filmes de terror que tanto odiava?
Eu ainda imagino um futuro ao seu lado. Ainda imagino nossa casa, nossos filhos, nossos sonhos e nossos planos. E depois me culpo por isso, porque não posso mais te imaginar comigo. Minha mão tenta te puxar, mas meu cérebro insiste que você errou demais. E quando é que a gente sabe se o amor consegue preencher os buracos que as desilusões causaram?
Mas eu te amo. Ainda, com toda a nossa história torta e cheia de falhas. Eu te amo com seus erros. Eu te amo com nossos gritos, nossas brigas, nossas conclusões precipitadas de que não daria certo. Eu te amo ainda que a gente tenha desistido todas as vezes que tentamos, antes até de ter tentado de verdade. Eu te amo mesmo que você tenha me magoado, porque sei que tenho minha responsabilidade em cada uma das minhas decepções. Eu te amo quase sem expectativas. Porque meu amor deu de goleada no orgulho, mandou o rancor para bem longe e apagou qualquer resquício de vontade de me vingar. E, por tudo isso, hoje, eu decidi que te amo também com meu perdão. Porque eu te amo. Ainda."
Mas eu já falei muito de amor. De relacionamentos inacabados, paixões fugazes e decepções inesquecíveis. Eu falei de corações partidos. De lágrimas, de tentar esquecer, de tentar superar. Falei de saudades absurdas. E falei de você em cada entrelinha de todos os textos da minha vida. Porque você passava por cada uma das minhas maiores dores. Mas eu não quero mais falar sobre o nosso passado. Eu não quero falar do que a gente foi – esse casal sem encaixe que tentou tanto se encaixar. Hoje, só hoje, eu queria mesmo era falar sobre tudo aquilo que a gente ainda pode ser. Eu queria falar de perdão.
Sei bem todas as minhas últimas palavras. Aquela promessa não cumprida de que eu iria te esquecer. Aquele juramento de que nunca iria perdoar. Você me conhece (ou conhecia, já não sei mais). Meu ascendente é escorpião. Meu sobrenome é vingança. Meus pontos finais – com você, ao menos – são sempre marcados por uma dose de rancor. Mas de que adianta fingir que você nunca mais irá fazer parte da minha vida se eu ainda abro um sorriso enorme ao me lembrar da forma que você me abraçava apertado no meio dos filmes de terror que tanto odiava?
Eu ainda imagino um futuro ao seu lado. Ainda imagino nossa casa, nossos filhos, nossos sonhos e nossos planos. E depois me culpo por isso, porque não posso mais te imaginar comigo. Minha mão tenta te puxar, mas meu cérebro insiste que você errou demais. E quando é que a gente sabe se o amor consegue preencher os buracos que as desilusões causaram?
Mas eu te amo. Ainda, com toda a nossa história torta e cheia de falhas. Eu te amo com seus erros. Eu te amo com nossos gritos, nossas brigas, nossas conclusões precipitadas de que não daria certo. Eu te amo ainda que a gente tenha desistido todas as vezes que tentamos, antes até de ter tentado de verdade. Eu te amo mesmo que você tenha me magoado, porque sei que tenho minha responsabilidade em cada uma das minhas decepções. Eu te amo quase sem expectativas. Porque meu amor deu de goleada no orgulho, mandou o rancor para bem longe e apagou qualquer resquício de vontade de me vingar. E, por tudo isso, hoje, eu decidi que te amo também com meu perdão. Porque eu te amo. Ainda."
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Sem saco
Ando tão sem saco pra disse-me-disse...
Sem paciência pra fofoca
Pra gente pequena, que faz questão de diminuir os outros, numa tentativa desesperada de se sentir superior
Inferiorizando a todos, sendo donos da verdade
Ando sem saco pra nada
Pra ninguém
Depois de conviver com menino que se acha homem por pilotar uma moto grande
Depois de me decepcionar com pseudo-adulto
Às vezes, é melhor assumir-se imaturo, do que vestir uma capinha de gente grande
Falar merda, fazer um monte de besteira - não por maldade, mas pelo prazer de não se sentir responsável
Responsabilidade pelo mundo, pelo outro e por si próprio: coisas difíceis de adquirir
Coisas que a gente só ganha com o tempo - depois de perder tantas outras
E assim, vamos vivendo
Sem paciência pra fofoca
Pra gente pequena, que faz questão de diminuir os outros, numa tentativa desesperada de se sentir superior
Inferiorizando a todos, sendo donos da verdade
Ando sem saco pra nada
Pra ninguém
Depois de conviver com menino que se acha homem por pilotar uma moto grande
Depois de me decepcionar com pseudo-adulto
Às vezes, é melhor assumir-se imaturo, do que vestir uma capinha de gente grande
Falar merda, fazer um monte de besteira - não por maldade, mas pelo prazer de não se sentir responsável
Responsabilidade pelo mundo, pelo outro e por si próprio: coisas difíceis de adquirir
Coisas que a gente só ganha com o tempo - depois de perder tantas outras
E assim, vamos vivendo
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Eternizando em Palavras
Se um escritor se apaixona por alguém, acaba por torná-lo imortal
Ao registrar momentos, sentimentos e ações, os prendemos entre as linhas dos textos
E nelas, agarramo-nos até o findar das nossas vidas
Existe uma ligação intrínseca, indissociável, entre alma e poesia - o açúcar do dia-a-dia, criança sabe disso
O poeta, ah!, este nunca crescerá
Ao registrar momentos, sentimentos e ações, os prendemos entre as linhas dos textos
E nelas, agarramo-nos até o findar das nossas vidas
Existe uma ligação intrínseca, indissociável, entre alma e poesia - o açúcar do dia-a-dia, criança sabe disso
O poeta, ah!, este nunca crescerá
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