quarta-feira, 25 de julho de 2012

Agora era fatal

que o faz-de-conta terminasse assim...

Que o teu afeto me afetou, é fato.

Ninguém entra na vida do outro sem que ele abra a porta. As portas do meu coração estão sempre abertas para novos amigos, amores e momentos. O que me dói é a hora do adeus. Ter que ficar longe de pessoas que invadiram o meu dia-a-dia sem sequer pedir licença, me mata. Quem a gente ama não deveria ir, não. Nunca.
Você me cativou, moço. E irá embora. Sei que o amor que sentimos um pelo outro sempre será "muito, muito, muito", independente de onde estivermos; mas eu vou sentir falta dos seus abraços, do seu calor, sabe?
Sei que o meu pedido não vai mudar sua decisão, mas... Por favor, fica!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A política, o político

A política não pode vir do consenso; mas sim, do questionamento de valores e costumes, da ruptura com ideias prontas, formuladas pelo sistema. Se queremos mudar algo, devemos abandonar velhos hábitos. Não digo que seja fácil, mas impossível, eu sei que não é. Basta querer, basta se esforçar. Quem pensa diferente, inevitavelmente age de forma singular. E são os loucos de hoje que desbravam caminhos, exploram lugares e descobrem o novo. Melhor ainda: os loucos FAZEM o novo. Política vai além de questões partidárias, de ordem pessoal e da famosa "politicagem", da falcatrua, da má gestão de cidadãos que deveriam cuidar do bem comum. Não sei se é possível tornar-se, de fato, político. Mas quem nasce na política, vive na política, vive a política. Faz a diferença, é diferente.

domingo, 8 de julho de 2012

"Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.

Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem… sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo…
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?

Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)

Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.

Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos."

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Convite.

Não te entendo muito bem, não consigo te decifrar, mas ainda assim, convido-lhe para fazer parte do meu mundo. Vem, vem compartilhar tua vida comigo, meu bem. Vamos provar às tempestades que somos mais fortes do que elas. Nas noites frias, o nosso calor será maior que o vento lá fora... E quando o sol sair, brincaremos no quintal com os nossos cachorros. Quando a noite vier, ficaremos deitados, na grama, observando as estrelas. Juntos. Se você beber além da conta, não se preocupa não, deixa que eu cuido de ti. Entre a tristeza e a felicidade, a linha é tênue, amor. Mas nós seremos um casal equilibrado, desses que se respeitam acima de tudo, que fazem o impossível para tornar possível o sorriso no rosto do parceiro. Seremos muito felizes... Se você aceitar o meu convite.