Quis botá-lo no colo, fazer um cafuné. Passar um café para tomarmos enquanto discutiríamos sobre a vida, sobre nós. Mas ele já não está aqui. Ele se foi e deixou um vazio. Arrancou de mim o porto seguro, onde eu sabia que poderia atracar meus navios cargueiros, lotados de sentimentos e confusões.
Imersa em devaneios, senti que mesmo longe, estamos perto. Mas a conta da saudade, quem paga? Acho que nós somos capazes de lidar com essa despesa. E "seguimos seguindo", trocando confidência, conselhos, patadas e o amor que só um melhor amigo, alguém que ama apesar de tudo, é capaz de oferecer ao outro. "Seguimos seguindo", nos amando cada vez mais.
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