terça-feira, 9 de julho de 2013

Por amor às causas perdidas

Soneto De Separação
Vinicius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente



Fiz de tudo, e hoje vejo que, desde que comecei a ter que fazer de tudo, a causa já estava perdida. Dei meu melhor, sua vida sei de cor. Seus passos, acompanhei e junto contigo, suas lágrimas chorei. Você não quis ver. Pena, pobre de você. As coisas acontecem quando têm que acontecer. E quando menos esperava, surgiu um novo alguém. Boa sorte, meu bem, seja feliz. Te garanto que serei também.

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