segunda-feira, 15 de outubro de 2012

"Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora, eu queria ser trapezista. Minha paixão era o trapézio, me atirar lá do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo, mas eu morria de medo. Tinha medo de tudo, quase: cinema, parque de diversão, de circo, ciganos... aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo, do que não ficava pra sempre..."

Antônio Bivar

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