A tarefa mais difícil do ser humano é a de educar. Formar o caráter de um cidadão vai além de dizer "não". É necessário dar limite aos jovens, mas antes disso, precisa-se ensinar que entre o bem e o mal, a linha é tênue.
Na nossa sociedade, cada vez mais, os valores estão se perdendo. Nossos meninos e meninas estão se tornando pessoas inconsequentes, imediatistas, desrespeitosas. Com suas rotinas atribuladas, não têm mais tempo para refletir, perceber que a estrada vai muito além do que se vê e que todas as suas ações tem consequências e interferem direta ou indiretamente nas vidas de todos.
São cada vez mais frequentes as manchetes, nos noticiários, que anunciam barbaridades cometidas por jovens. Falta diálogo em casa, pulso firme. O problema é que, num tempo sem tempo, os pais se distanciam cada vez mais da educação das suas crianças e, não raramente, jogam essa responsabilidade para as escolas. Mas é tarefa de casa mostrar (através do exemplo, inclusive) o que é certo e o que é errado, o que é mesmo importante e o que é supérfluo.
É tudo tanto, sempre, que nos perdemos no mar da efemeridade. Na era da tecnologia, vivemos conectados, queremos ter mais, e mais, e mais. Temos acesso a todo tipo de informação, vivemos conectados e perdemos a capacidade de apreciar o mundo. O grande desafio do século XXI é ensinar ao jovem que o que vale, nessa vida, é o que se é. Temos que agir com responsabilidade, compreender que cada um de nós é parte de um grande grupo e que deve haver respeito entre os membros de uma comunidade. Precisamos deixar de lado o egocentrismo e parar de procurar a felicidade individual, pois esta, quase sempre, vem em detrimento da alegria do outro.
Criar os filhos para o mundo: isso é tudo. Mostrar que, um dia, sairão do conforto de seus ninhos e alçarão seus próprios vôos. Sozinhos. Os pais têm que dar segurança às suas crias, para que continuem seguindo em frente, mesmo que, às vezes, o vento sopre contra. Precisam também mostrar que não é vergonha se arrepender dos erros e voltar atrás. E recomeçar. E, sobretudo, deixar claro que sempre há terra firme para um pouso que não deixará marcas negativas - no máximo algumas cicatrizes, algo típico de quem viveu.
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