quinta-feira, 12 de abril de 2012
SóTão
Tão só, no sótão da casa com cheiro de mofo da vovó. Um aroma que agradava à senhora, porque a remetia toda a sua infância, passada naquele lugar. Sophia pensava. Lembrava de tudo o que vivera ali... Lembrava de tudo o que vivera. E sonhava. Tinha os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Passado, presente, futuro. Tudo ali. O que foi? O que é? O que será? A vovó morrera há muitos anos e ela sentia o seu fim próximo. Fim? Talvez... Suspirava e esperava com tranquilidade, fruto de suas experiências, o encerramento de seu ciclo aqui. Se sentia leve. Como uma pena flutuando em meio à floresta. Se sentia bem ali, tão só, no sótão com cheiro de mofo, de morfo, de vida.
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