sábado, 28 de abril de 2012
No meio das pedras, tinha um caminho.
E aos 18 anos, Luiz tinha nas costas o peso da escolha de um futuro. Do seu futuro. O garoto, oriundo de uma família pobre de São Paulo, nunca teve grandes oportunidades na vida. E apesar de ter sido vítima do ensino público brasileiro, extremamente entristecedor, sempre priorizou o saber. Estudou, estudou, estudou muito. Se esforçou sempre, não para ser o melhor da turma, mas para ser o melhor que podia. Luiz se superava a cada momento. Somava vitórias em seu currículo: vencia o cansaço, o desânimo, a inércia nas horas de ônibus para chegar à escola. E ia, ia, ia... E foi.
Passou em primeiro lugar na UFRJ, no curso de jornalismo. Descobriu, finalmente, que no meio das pedras, tinha um caminho.
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