domingo, 5 de fevereiro de 2012

Salvem Salvador!

"Alô, alô marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar, estamos em guerra
Você não imagina a loucura!"

Antes de mais nada, é válido esclarecer uma coisa: Não venho aqui com o intuito de defender ou apedrejar partido político algum; até porque não raciocino partidariamente, meu pensamento é "independente", digamos assim.
A situação de Salvador é deplorável há algum tempo, e vem se agravando. Enquanto o (des)prefeito da cidade está curtindo o Rio de Janeiro com a nova namorada, a Polícia Militar está em greve na terceira maior capital do país. Mas que tipo de greve é essa, à qual grande parte dos PM's aderiu? Que greve é essa, na qual se empunham armas, tocam terror, tomam ônibus, fecham ruas?! Cadê a manifestação por um melhor salário (que seria extremamente válida)?
"... se você pegar os jornais de 2001, que estão disponíveis na internet, verá que houve greve de fato, os PMs se aquartelaram, foram pros quarteis e se negaram a trabalhar por melhores condições salariais. O nome disso é greve. Hoje, ao invés de cada batalhão se negar a sair dos quarteis, eles ocuparam um lugar político, a assembleia legislativa, colocaram mulheres e crianças como escudo e, de arma e viaturas públicas em poder, saíram tocando terror na cidade, fazendo barricada e promovendo pânico. O nome disso é terrorismo. São situações diferentes.", disse brilhantemente o professor Bruno D'Almeida. Eu concordo.
Arrastões o tempo todo, uma mãe que morreu enquanto amamentava seu filho. É essa a greve por melhoria salarial? Não, não é. Salvador está submetida a um terrorismo-palhaçada. A população, amedrontada, se enclausura, evita sair de casa.
O "prefeito" (ainda me refiro a este dessa forma pelo único motivo de ele supostamente ocupar tal cargo. Supostamente.), covarde, fugiu da guerra. Se isentou de qualquer responsabilidade da situação.
E você, Wagner, cadê? Confesso que nunca esperei ver, de um petista, uma atitude à lá ACM: a Guarda Nacional foi convocada, tanques do exército chegaram à cidade. Não seria mais fácil tentar uma negociação? Mas o governador não quer descer de seu pedestal. Não quer e não vai. Há boatos de que a Assembléia Legislativa será invadida pelo exército. Pra quê? Mais discórdia será gerada se isso acontecer.
O gestor da cidade já não faz nada pela mesma, há muito tempo. E cadê a administração do Estado? A certeza de estarmos sós é cada vez maior. A insegurança nos assola. Os grevistas, se é que podemos chamá-los assim, amedrontam a população. Polícia se confunde com ladrão.
SALVEM SALVADOR!

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