quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Então, você chega. E eu sorrio, e sorrio, e só rio. Porque é só isso que eu quero: te ver. Você é tão lindo... É lindo quando fala bobagem, é lindo dirigindo, feliz, irritado; é lindo enquanto dorme... Você é lindo e tem olhos de quem não quer fazer mal a ninguém... Eu gosto de prestar atenção em você. Gosto de acariciar cada centímetro do seu rosto e, enquanto faço isso, sinto que você é meu. Tá, eu sei que não é, mas tenho essa mania louca de fantasiar as coisas. Aí eu lembro que você nunca vai ser meu, e sinto como se fosse golpeada com um soco de buquê de flor. Quando você diz "eu te odeio, quero te matar", isso fica ecoando na minha cabeça; mas eu passo por cima da dor e do orgulho, e finjo que não houve nada. Finjo que não ouvi nada. Deixo isso pra lá, para te fazer um segundo de cafuné. Ou para, por um segundo, te abraçar sem dor. Aceito tudo o que você diz, não porque sou uma Amélia. Aceito tudo o que você faz, não porque não tenha vontade de reagir. Aceito tudo porque toda a raiva se cala, pra ver você passar.

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