terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Metamorfoseado foi.

E hoje, pela primeira vez depois de sete meses e doze dias, tive certeza de que já não sinto o mesmo por você. Não, não deixei de te amar. Até porque amor não morre, se modifica. E meu amor por você se transformou em algo lindo. Não te desejo, não quero ser sua; o mundo já não desaparece quando olho nos teus olhos. Mas sua companhia continua sendo uma das mais agradáveis do mundo. Seu sorriso ainda me encanta e ainda te acho um homem lindo, lindo, lindo. "Homem". Que palavra engraçada, curiosa, pra me referir a você. Logo você, que é tão menino, tão moleque no dia-a-dia. E eu amo isso, amo esse teu jeito. Esse jeito só teu. E vou amar sempre! Sinto-me tão leve, contudo, ao constatar que já não há aquele nó na garganta, aquele aperto no peito, quando você chega. Não tenho mais receio em deitar no seu ombro, te abraçar, dizer que te amo e que senti sua falta... Antes, tinha medo de que você percebesse o que eu sentia. Hoje, quero muito que você saiba do carinho imenso que tenho por você. Outrora, quis que você voltasse atrás, que dissesse que me amava. Agradeço, agora, por você ter sido honesto, por mais difícil que tenha sido pra mim. Obrigada por não ter me enganado, por não ter brincado com o meu sentimento. Obrigada por ser essa pessoa incrível, obrigada por fazer parte da minha vida, meu bem. E se estou chorando, ao escrever esse desabafo, é de alívio. Alívio por ter tirado um peso enorme das costas, da cabeça, do coração. Aquele nosso amigo me disse, uma vez, que o tempo é o único remédio pra tudo nessa vida. Disse-me que, se fosse pra ser, seria. Não foi. Não do jeito que eu esperava, não do jeito que eu queria. Foi melhor, talvez, do que imaginei. O amor de mulher se transformou em amor de amiga, o que é lindo também. Que continue assim.
E mais uma vez, só pra reforçar...
Eu amo você.

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