"Ai, que bom seria se eu soubesse quais as chaves para te prender, quais as cores pra te ter comigo, quais as frases certas pra dizer... E, melhor ainda, se eu tivesse um portal, uma máquina do tempo, algo que te teletransportasse, te trouxesse para mim no vento... Mas, você foi pra muito longe, e a distancia fere de verdade... Saudade!"
Antes de você ir embora, quis escrever uma carta. Deixei pra lá... Tentei afastar o pensamento de que logo você nos deixaria novamente. E cá estou, chorando em frente ao computador. Com saudades de você. Hoje, mais cedo, a despedida foi mais dificil do que pude demonstrar... Eu não queria deixar você ir. Você foi me cativando aos poucos e hoje é essencial para mim. Não consigo mais viver sem a sua voz rouquinha me reconfortando - ainda que por telefone - quando estou triste. Não vivo, hoje, sem seus desabafos agoniados. Suas confissões de que se jogou na cama e chorou sentindo falta daqui... Nossas ligações de horas (por 0,25 centavos. Bendita TIM!). Sei que posso te falar tudo, tudo mesmo de mim. Confio em você. E virce-versa... Sinto tanto a sua falta! Não vejo a hora de você voltar... Foi no dia 11/02/2010. Eu fiquei a tarde toda (e até a noite) contigo, passando de casa em casa, se despedindo da sua família, dos amigos... Você não demonstrava nada, mas eu via no seu olhar o quanto você estava triste. O quanto queria poder voltar atrás, bater o pé e dizer "eu não vou!". Lembro do dia em que você chorou desesperadamente no msn. Sua mãe tinha viajado. Só estavam você e seu irmão em casa. A gente não conseguia dizer nada. Nem precisávamos. Nem queríamos. Aquilo bastava. As lágrimas falavam por si só. Já faz quase um ano! Mesmo assim, toda vez que você volta, parece que nunca foi... Nada mudou... Continuamos indo ao shopping, à piscina... Como sempre fizemos. Mas aí, você vai de novo. E como sempre, eu choro. Como sempre, você finge que não está triste, fica séria... Todo mundo diz: "Ela tá nervosa? Porque?" E eu respondo: "Não é nada não, fica tranquilo...". Não é nada não? Como eu consigo ser tão hipócrita? É tudo! É pensar que logo você estará longe. É sentir um nó na garganta, um aperto no peito... E eu olho pra você e vejo o que ninguém vê. Não é raiva, gente, é tristeza. A gente continua tentando não pensar na despedida, até o momento em que tenho que te dar o último abraço. Um abraço apertado... Demorado... Seguramos as lágrimas e você vai. Até breve!
Irmã, eu te amo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário