quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Amálgama

Em passos trôpegos
Já quase sem fôlego
Insisto em ir
Aonde eu possa finalmente
Sorrir

Resignifico o sentimento
Sei que chegou o momento
De dar uma chance a mim
Livrar-me dos grilhões
Que me atam à dor

Reconhecer e voltar a crer
No dom do amor
Esquecer a ferida
Que, por muito tempo, tanto incomodou

Resta hoje a cicatriz
A vontade de ser feliz
E a fé inabalável
Das belas surpresas
Que o futuro reserva

A sinestesia
Amálgama medo e alegria
Por saber que no instante certeiro
Veio o mensageiro do júbilo
Que me fez regozijar
E ansiar pelo que virá

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