segunda-feira, 6 de junho de 2011


E aos poucos, a menina vai dando lugar à mulher. A mamadeira está perdida pela casa, já em desuso, assim como a chupeta, que fora jogada no mar. Hoje, aos 14 anos, a Alice não vive mais no "País das Maravilhas"; já desistiu de salvar o mundo sozinha. Descobriu, com o tempo, que não seria possível ser deputada, veterinária, modelo e atriz (não ao mesmo tempo!). Percebeu que para ir à lua não bastava pegar um ônibus. A pequena desinibida e sem papas na língua vai indo embora, e uma pessoa mais tranquila e, quiçá fria vem surgindo. A menina que está a um passo do ensino médio tem de começar a enfrentar seus problemas sozinha, encarar a vida de frente. Só assim é possível viver neste mundo repleto de maldade. Ao mesmo tempo, talvez paradoxalmente, Alice quer curtir a vida. Quebrar a cara não é tão ruim quanto parece! Decepções ensinam... E muito! Agora é o momento de reconhecer os amigos verdadeiros, de se aproximar ainda mais da família. Mas é hora de viver sozinha também! Raciocinar sozinha, agir sozinha; sem se deixar influenciar por mentes rasas, sem se deixar omitir. É hora de viver arduamente o presente. É hora de pensar o futuro. As ideologias mudam, com o tempo, mas algo maior que isso sobrevive, e sempre sobreviverá: a essência.

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