
"Uma infantilidade madura que se instala sob minha ações."
Certo dia, resolvi ler alguns blogs. De conhecidos, anônimos, homens, mulheres... Entre dezenas de frases notáveis, essa foi a que mais me chamou a atenção. Refleti um pouco e percebi que não só quem a redigiu, mas todos, absolutamente todos os seres humanos são dotados dessa tal infantilidade madura. Uns a deixam transparecer um pouco mais, outros, revestidos de uma máscara social, não se permitem revelar essa face.
Isso pode ser interpretado de diversas formas. O prazer de subir em uma árvore e colher seu fruto para degustá-lo pode ser considerado um tanto infantil por uns. Se lambuzar é coisa de criança. É? Acho que não. Poucos notam o quão maduro é se deixar demonstrar os sentimentos. Subir nessa árvore pode representar uma felicidade imensa... E que mal há nisso?
A sociedade captalista consiste na valorização extrema de coisas efêmeras. É tudo lucro, lucro, lucro. Aquela criança inocente é induzida por comerciais a comprar o carrinho... Mas não é qualquer carrinho. Um de madeira, qualquer, não serve. Tem de ser aquele, daquela marca. Depois de um tempo, este carrinho já não é bom o bastante, não satisfás aquela pequena criatura. Mal sabes, criança, o prazer de correr ao ar livre, de pés descalços. Não conheces a alegria de respirar o ar puro de uma cidade tranquila, ao lado de pessoas de bem. A cada dia que passa, vai se transformando numa máquina. A máquina de comprar. O menino ganha seu carrinho, aquele, do comercial. Depois, o brinquedo fica num canto, na estante de seu quarto. Ele é substituído por uma motocicleta infantil. Ela é maior, mais cara, mais atraente.
E assim essa criança crescerá sem conhecer a real felicidade. Pena...
E apesar de dificil, finalmente encontro alguém que pensa de um modo parecido com o meu.
ResponderExcluirVocê tem um jeito de lidar com as palavras simplesmente impressionante...
E mesmo aqueles que na infância tiveram o prazer de na infância correr e brincar, de conhecer a verdadeira felicidade, agora, já maiores, esquecem-se disso, deixam-se levar pela sociedade e esquecem de si mesmo e daquela felicidade ingênua. Crescem e deixam de sonhar ;/
Se tiver interesse visite-me: http://suddenlynight.blogspot.com/
Será sempre bem-vinda.
É raríssimo encontrar alguém que pense como eu, Aline... Que bom ter você aqui! Muito obrigada pelo elogio, fico lisongeada!
ResponderExcluirTodos os adultos dizem que já foram crianças, mas pouquíssimos se lembram da sensação maravilhosa de sentir o vento no rosto, enquanto se corre de nada, para lugar algum.
Visitei seu blog, amei, segui! Parabéns!
Beijão, volte sempre.