quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A Cortina

Filinto, lindo
Reclama da bagunça,
Diz que desistirá
Mas, só faz nos encorajar.
"Vamos lá, vamos lá!"

Renan reinando,
Canta, encanta
Em melodias, traduz
Faz-nos sorrir
Emana sua luz.

Ensinam e aprendem
Nessa jornada que chamam viver
Estam sempre com a gente
Nos ajudam a vencer

Aplaudem-nos nas vitórias
Nas derrotas, estendem a mão
Mestres-amigos, são tantas histórias
Guardadas num relicário, dentro do coração


Ninguém é melhor
Ninguém é pior
As amizades são verdadeiras
O mundo? Só nosso

E na sala de aula,
Cada um é o que quer.
A idade? Sempre muda
Homem vira mulher

Ser pai, mãe, irmão, avô
Cientista, fisioculturista, aposentado, doutor
Brilhar, ser sol, sóis, nós.
Ser o que bem entender
E não ligar para o que vão dizer

Pé direito no palco
Mãos trêmulas, agarradas ao coração
Mais de vinte são um só
Todo mundo é irmão

O público está lá, cá, em qualquer lugar
Podem rir, chorar, se emocionar
Podem até não gostar
Mas o que importa, quando faz-se o que gosta?

E a cortina fecha devagar
Lágrimas começam a brotar,
Entregando o esforço, o empenho de cada um
Que deu o melhor de si,
Fez de tudo para chegar ali.
E chegou!

Aplausos!
Somos ovacionados.
Orgulho
O fim do espetáculo

E o que fica é a saudade
A sensação de dever cumprido
Uns se vão, outros permanecem
Mas nunca se esquece um verdadeiro amigo"


(Alice Fagundes - 11/11/2010 às 19:33. Para o Todo Mundo Faz Teatro)

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