sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Plenitude.
Me sinto plena. Dei-me conta, finalmente, de que a minha vida é perfeita. Tenho amigos maravilhosos, estudo num bom colégio. Os meus pais são os melhores do mundo. Faço o que amo. Tenho um teto, um quarto, um cantinho só meu, onde espalho fotos e livros. Pensando bem, eu tenho tudo. Tudo o que preciso. Mas não é isso que me faz feliz... Não, não é. O motivo da minha alegria, está em algum lugar, escondidinho, e ninguém, nem eu mesma, pode achá-lo. Não sei se esse motivo tem forma, cor, cheiro. Será? Mas ele existe! Ah, existe sim! E eu continuo aqui, de alma sorridente, sem saber exatamente porquê!
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